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Semanalmente, o Núcleo de Informações sobre Medicamentos (Nime), uma proposta de extensão da Furb, publica conteúdos e estudos sobre saúde no portal.

Antiviral projetado para atacar Ebola é aprovado no combate à Covid-19

Por Carlos luiz de Almeida Junior e Dr. Luiz Henrique Costa

  • NimePor Nime
  • 13/11/2020
  • 19:45
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Semanalmente, o Núcleo de Informações sobre Medicamentos (Nime), uma proposta de extensão da Furb, publica conteúdos e estudos sobre saúde no portal.

Antiviral projetado para atacar Ebola é aprovado no combate à Covid-19

Por Carlos luiz de Almeida Junior e Dr. Luiz Henrique Costa

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  • 13/11/2020
  • 19:45
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Remdesivir, um antiviral originalmente projetado para atacar o vírus Ebola, foi provisoriamente aprovado para Covid-19. É indicado para adultos e adolescentes com pneumonia que necessitam de oxigênio suplementar.

Remdesivir é um análogo de nucleotídeo que retarda a replicação do RNA viral. Apresenta-se sob a forma de um pró-fármaco que é metabolizado na forma ativa (trifosfato de remdesivir) assim que entra nas células. Estudos in vitro demonstraram que possui atividade antiviral contra a síndrome respiratória aguda grave coronavírus-2 (SARS-CoV-2).

Existem vários estudos de remdesivir em pacientes hospitalizados com Covid-19. Estes incluíram um programa de uso compassivo, dois ensaios controlados com placebo e dois ensaios de dosagem. Além do ensaio controlado por placebo na China, todos esses estudos estão em andamento e os resultados são preliminares.

Um estufo com remdesivir por 10 dias em 53 pacientes avaliou a melhoria clínica em termos de necessidade de oxigênio: 68% dos pacientes melhoraram, 15% pioraram.

Em termos de segurança, o aumento das enzimas hepáticas é muito comum com remdesivir. Portanto, não é recomendado em pessoas com alanina aminotransferase elevada (≥5 vezes o limite superior do normal). Dor de cabeça, náusea e erupção cutânea foram eventos adversos comuns nos estudos.

Remdesivir pareceu ser ligeiramente melhor do que o placebo ou tratamento padrão em pacientes com Covid-19 grave em alguns dos ensaios clínicos, mas não em outros. No entanto, os dados clínicos são limitados e a maioria dos resultados preliminares. Provas mais abrangentes de benefícios são esperadas pela Therapeutic Goods Administration.


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