Após pior campanha da história do Metrô, André Santos dispara: “caímos na preparação”

Time blumenauense teve apenas 18,2% de aproveitamento no terceiro rebaixamento no Catarinense

Após pior campanha da história do Metrô, André Santos dispara: “caímos na preparação”

Time blumenauense teve apenas 18,2% de aproveitamento no terceiro rebaixamento no Catarinense

Jotaan Silva

O Metropolitano teve em 2021 a pior a campanha na história do clube no Campeonato Catarinense. Com apenas uma seis pontos em 11 jogos, o time blumenauense obteve um aproveitamento de 18,2%.

Durante o estadual, o Metrô conquistou uma vitória, três empates e sete derrotas. Fez oito gols e sofreu 19, culminando na lanterna da competição e fechando o estadual sofrendo a maior goleada desta edição, 5 a 0 para Chapecoense.

Para se ter uma noção, nos outros dois rebaixamentos do clube na história, em 2017 e 2019, as campanhas foram de 33,3% e 29,6% de aproveitamento, respectivamente. Enquanto na primeira queda para Série B foram quatro vitórias, seis empates e oito derrotas, em 2019 o clube conquistou 4 vitórias, quatro empates e foi derrotado 10 vezes.

Balanço dos resultados e divergências

Para o gestor de futebol do Metropolitano, André Santos, o resultado não foi surpresa, já que a preparação para a temporada não foi feita de forma “profissional”.

“Futebol é coisa séria, nenhum clube se prepara em 10 dias, não da pra brincar. Se você não planeja você fracassa e foi o que aconteceu. Nos planejamos pra Série B e subimos. Esse ano não tinha programação, não tivemos nem 15 dias. Não caímos ontem, caímos na preparação”, afirmou Santos.

Para André Santos, a indefinição de presidência do clube e a demora para iniciar o projeto da temporada foi o ponto mais forte para obter a marca histórica negativa. Ele chegou a pedir desculpas aos torcedores, mas afirmou que fez mais do que podia.

“Conseguimos ainda fazer milagre. Sem a gente a retrospectiva seria pior ainda. Peço desculpas aos torcedores. Não sou de Blumenau, deixei minha empresa em Florianópolis quando me ligaram e preparei o que deu, sem a gente o clube não teria nem capacidade de competir”.

Em relação a continuidade da parceria entre a empresa ASsports 27e o Metropolitano, André Santos afirmou que ainda não conversou com o presidente do clube. Mas que, caso tenha projeto a longo prazo o interesse é permanecer, mas que sem isso, deve “lavar as mãos”.

Valdair Matias, presidente do Metropolitano, discorda de alguns pontos citados por André Santos. Segundo ele, o pouco tempo de preparação e montagem de elenco foi um problema criado pela empresa e não pela diretoria.

“A situação de ter 10 dias não dependeu de nós. O contrato estava assinado e vigente. Fazia parte deles essa preparação de elenco, comissão técnica. Esse insucesso ele não pode debitar na diretoria do Metropolitano”, afirmou Matias.

O presidente também rebateu as falas de André Santos em relação as indefinições da diretoria do clube, pois segundo ele, o trabalho da empresa não deveria ter sido interferido, já que “independente de quem fosse o presidente, o contrato é com o clube e estava vigente”.

Na opinião de Matias, além do pouco tempo de preparação, a falta de atletas mais experientes também foi um ponto crucial para o rebaixamento e pior campanha. Na visão dele, era necessário que o time tivesse uma “espinha dorsal com mais experiência, para dar respaldo aos mais jovens”.

Valdair não quis falar sobre sua permanência como presidente do Metropolitano e nem sobre a parceria com a empresa de André Santos, pois segundo ele, tudo será discutido em reuniões nas próximas semanas.


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