Árvores soterradas há mais de mil anos são encontradas na margem do rio Itajaí-Mirim, em Brusque

Material é objeto de pesquisa, que está sendo desenvolvida em nível de Doutorado na Furb

Árvores soterradas há mais de mil anos são encontradas na margem do rio Itajaí-Mirim, em Brusque

Material é objeto de pesquisa, que está sendo desenvolvida em nível de Doutorado na Furb

Marcelo Reis

Com o processo contínuo de queda das encostas das margens do rio Itajaí-Mirim, em Brusque, revelou-se a existência de troncos de árvores antigas, que estavam soterradas e recentemente começaram a emergir.

Esses troncos de árvores e o contexto em que se deu o seu soterramento são objetos de pesquisa que está sendo desenvolvida, em nível de doutorado, no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Regional de Blumenau (Furb).

Quem orienta a pesquisa, que será apresentada por uma acadêmica da universidade, é o professor doutor Juarês Aumond, geólogo de Brusque.

Ele afirma que o objetivo geral da pesquisa é entender a evolução geoambiental e socioeconômica do município, com enfoque ambiental. Um dos capítulos deste trabalho abordará a descoberta dos troncos de árvore nas margens do rio Itajaí-Mirim.

Parte dos troncos ficou visível junto à margem do rio, apontados para a água, e com isso foi solicitado apoio da Defesa Civil de Brusque para a coleta do material e realização da pesquisa. Foi necessário até a prática de rapel para poder chegar nos troncos soterrados.

Os troncos no rio

Os troncos possuem quase um metro de diâmetro, e possuem cerca de 10 a 12 metros de comprimento. De acordo com Aumond, eles estavam soterrados entre 10 a 13 metros de profundidade. O local exato não foi revelado para preservá-lo.

Foram coletadas amostras do material e enviadas para o laboratório, com objetivo de identificar a idade das árvores, por meio de um processo chamado de datação por radiocarbono.

Histórico de escorregamento

As conclusões iniciais indicam um histórico de erosão da margem do rio em Brusque.

“A conclusão é de que houve três mega escorregamentos da margem do rio, há 500 anos, 1.200 anos e 1.500 anos”, explica o geólogo, o qual destaca que as árvores encontradas não existem mais na região. Na coleta de material para a pesquisa, foram encontrados também fósseis carbonizados de folhas.

“Esses movimentos de massa são processos naturais, o que está acontecendo é que hoje estão criando uma maior intensificação para a ocorrência de desastres, mas isso já ocorreu no passado”, afirma Aumond.

Os pontos onde os troncos de árvore estão localizados e as conclusões completas do estudo serão divulgadas quando o trabalho for finalizado e apresentado.

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