Assassino de mãe e filha no Tribess era conhecido da família

Anderson Tadashi Nakamura estava morando em Lages desde o ano passado

Assassino de mãe e filha no Tribess era conhecido da família

Anderson Tadashi Nakamura estava morando em Lages desde o ano passado

Redação

Uma pessoa próxima à família. Essa era a suspeita que policiais civis e familiares tinham em mente durante os últimos 13 meses em que os assassinatos de Inês do Amaral, 57, e Franciele Will, 30, permaneceram um mistério.

Nesta quarta-feira, 22, a Polícia Civil de Blumenau reunirá a imprensa para confirmar a tese. Segundo os investigadores, mãe e filha foram mortas no dia 4 de abril de 2018, dentro da casa onde moravam, no Tribess, por Anderson Tadashi Nakamura, conhecido como Japa.

O rapaz de 27 anos era conhecido de Odair Will, irmão de Franciele, e frequentava a casa da família. Ele foi preso nesta terça-feira, 21, em Lages, para onde havia se mudado após a data do crime.

Nakamura já havia sido preso uma primeira vez em 2013 com uma pequena quantidade de cocaína no bairro Tribess.

Em uma entrevista coletiva na Delegacia Regional, às 8h desta quarta, 22, a Polícia Civil dará detalhes sobre a motivação do duplo homicídio.

Contraponto

A reportagem de O Município Blumenau teve acesso ao suspeito preso na manhã desta quarta-feira, 22. Porém, Anderson Tadashi Nakamura não quis responder às perguntas da repórter.

Entre lágrimas, ele afirmou apenas estar arrependido e alegou que perdeu o controle quando a família dele foi ofendida durante a discussão. Entretanto, não entrou em mais detalhes sobre a briga.

O crime

Inês do Amaral e Franciele Will foram assassinadas dentro de casa. A mãe foi morta por asfixia e a filha por golpes de um objeto perfurante no pescoço. O carro de Inês foi encontrado abandonado no bairro Itoupava Norte.

Após o crime, Odair Will, filho de Inês e irmão de Franciele, não conseguiu mais retornar à residência. Foi ele quem encontrou os corpos da mãe e da irmã dentro da casa. Em entrevista para O Município Blumenau ele também disse acreditar que o assassino seja alguém próximo à família.

“Foi alguém conhecido para chegar perto da minha mãe e ela não reagir”, presumiu.

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