Blumenau intensifica vacinação contra sarampo e inicia busca por não vacinados
Campanha busca grupos prioritários até dezembro para evitar avanço da doença na cidade
A Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus), vai ampliar a vacinação contra o sarampo para toda a população não vacinada. A partir deste mês, começa a busca ativa por grupos específicos recomendados pelo Ministério da Saúde.
O primeiro foco será nos trabalhadores da rodoviária: motoristas do transporte intermunicipal e interestadual, auxiliares de serviços gerais, atendentes, equipes de manutenção e funcionários dos estabelecimentos comerciais.
A ação, que vai de agosto a dezembro, considera o aumento de casos e surtos de sarampo na América do Sul e o risco de reintrodução do vírus no Brasil e em Santa Catarina devido ao fluxo de brasileiros e estrangeiros não vacinados.
O cronograma prevê:
- Setembro: trabalhadores da hotelaria e turismo;
- Outubro: trabalhadores da indústria;
- Novembro: motoristas de táxi e de aplicativos;
- Dezembro: trabalhadores da saúde (pública e privada).
Segundo o secretário de Promoção da Saúde, Douglas Rafael, o objetivo é manter o esquema vacinal de toda a população em dia.
“Já tínhamos conquistado o status de eliminação do sarampo, mas a queda na vacinação fez a doença reaparecer. A busca ativa é fundamental para proteger a todos”, afirma o secretário.
Situação da vacinação
A campanha contra o sarampo em Blumenau começou em junho. Até agora, foram vacinadas:
- 321 crianças de 6 a 8 meses e 29 dias com a vacina Dupla Viral (sarampo e rubéola);
- 277 crianças de 9 a 11 meses e 29 dias com a Dose Zero.
As vacinas estão disponíveis nos Ambulatórios Gerais da Família (AGFs) Centro, Escola Agrícola, Fortaleza, Garcia, Itoupava e Velha. Na região do Badenfurt, o atendimento é feito nas ESFs Geraldo Schmidt Sobrinho, Armando Odebrecht e Tereza Lescowicz.
A Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) segue disponível nas demais unidades de saúde com sala de vacina ativa. A lista pode ser conferida no site.
Veja agora mesmo!
Casarões da família Otte contam história da colonização e preservam tradições:

