Brusque Futebol Clube é campeão do Brasileirão Série D

Thiago Alagoano marcou o gol de empate em 2 a 2 aos 37 do segundo tempo, e equipe foi absoluta nos pênaltis

Brusque Futebol Clube é campeão do Brasileirão Série D

Thiago Alagoano marcou o gol de empate em 2 a 2 aos 37 do segundo tempo, e equipe foi absoluta nos pênaltis

Redação

O Brusque Futebol Clube conquistou neste domingo, 18, o título de campeão brasileiro da Série D. É a primeira vez que um time da região do Vale do Itajaí conquista um título nacional. A conquista foi realizada diante de cerca de 40 mil torcedores adversários, já que a partida foi realizada no estádio Arena da Amazônia, em Manaus.

O adversário, Manaus, saiu perdendo, já que Junior Pirambu – ex-Metropolitano – abriu o placar. Mas logo surgiu o empate, e no segundo tempo Thiago Alagoano deixou tudo igual novamente. Nas penalidades, o Brusque foi superior, vencendo por 6 a 5.

Início espetacular

A final começou pegando fogo. Logo aos três minutos de jogo, Thiago Alagoano alçou a bola na área em cobrança de falta. Nas falhas da defesa do Manaus, a bola sobrou para Júnior Pirambu, que de calcanhar surpreendeu Jonathan e correu para o abraço.

A reação foi imediata. Empurrado por mais de 40 mil torcedores na Arena da Amazônia, o Gavião do Norte deu o seu jeito para deixar tudo igual, aproveitando uma falha do Brusque. A jogada aérea. Após levantamento na área, a bola escorada sobrou com Vandinho, que desviou de cabeça e mandou no canto esquerdo de Zé Carlos. A Arena explodiu, e o jogo já estava em chamas. O relógio ainda marcava oito minutos.

Forças medidas

O Manaus buscou a virada, e esteve muito perto. O Gavião do Norte voltou a explorar as bolas paradas. Aos 21, em lance muito parecido com o primeiro gol, a bola foi escorada, mas Zé Carlos saiu do gol. Mateus Oliveira e Panda subiram alto, conseguiram cabecear, mas a bola passou por cima do travessão.

Na faixa dos 30 minutos, o Brusque começou a ter mais posse de bola, mas teve poucos espaços para causar perigo. O jeito foi o chute de fora da área. Aos 44, Thiago Alagoano recebeu em boa condição, ajeitou e encheu o pé. A bola passou muito próxima do gol, à direita de Jonathan.

A torcida na Arena chegou a gritar gol no minuto seguinte, quando Derlan mandou uma bomba rasteira. Zé Carlos foi na bola, mas não achou nada. A bola bateu do lado de fora da rede, e o grito “gol” foi sobreposto pelo “uuuuh”.

Jogo do Manaus

O Manaus começou a segunda etapa acuando o Brusque, buscando a virada. O Brusque, por sua vez, parecia afobado, falhando a saída de bola quando tinha a chance de sair do campo de defesa.

Aos 15 minutos, mais uma vez em bola aérea, o Brusque sofre um gol, de cabeça. O sexto seguido. Em cruzamento no escanteio, o centroavante Mateus Oliveira esteve absoluto e cabeceou forte, sem chance de reação para Zé Carlos.

O Brusque parecia sem perspectivas. O Manaus, fechado, teve diversas chances de ampliar, mas falhava o último passe, com a zaga quadricolor conseguindo se safar na raça. O time da casa não dava espaço algum para o Brusque Futebol Clube, que pouco conseguiu criar. Aos 22 minutos, Jefferson Renan e Edílson chegaram a discutir após não se entenderem em uma troca de passes.

Mas Waguinho Dias fez as mexidas certas, colocando Leílson e Thiago Henrique no lugar de Fio e Jefferson Renan, respectivamente. O Brusque lutava tanto até que, finalmente, encontrou o empate.

Thiago Alagoano salva

Aos 37 minutos do segundo tempo, o Brusque encontrou sua salvação, em brechas da defesa do Manaus muito parecidas com as que ocorreram no gol de Júnior Pirambu. Após jogada pela direita, a bola ficou em um perde-e-ganha dentro da área. Leílson dominou, tentou o levantamento, mas a bola saiu da área. Na sobra, Gama chutou mascado, a bola voltou com Leílson, que passou para Thiago Alagoano completar para o gol, fazer para o Brusque Futebol Clube e calar a Arena da Amazônia.

Com os dois times cansados, a partida foi até os 50 do segundo tempo. O Manaus tentou desempatar, mas não conseguiu. A final teria que ser decidida nos pênaltis.

Frieza e categoria

A pressão era do público recorde na Arena da Amazônia, com mais de 44 mil pessoas jogando junto pelo Manaus, pelo futebol amazonense, e consequentemente contra o Brusque. O Gavião do Norte converteu todas as suas cobranças, assim como o Marreco. Thiago Alagoano, Aírton, Thiago Henrique, Gama e Vinícius marcaram. Assim como Derlan, Charles, Martony, Spice e Mateus Oliveira. Nas chamadas alternadas, Márcio Passos viu o apoio se tornar pressão, e isolou a bola em sua cobrança.

Coube a Zé Carlos, de volta para o último jogo do Brusque Futebol Clube, converter o último pênalti e colocar o Brusque no hall dos clubes campeões brasileiros.

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