César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“O desafio da retomada do transporte coletivo em Blumenau”

Colunista comenta sobre um dos temas mais discutidos nas reflexões do pós-pandemia

César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“O desafio da retomada do transporte coletivo em Blumenau”

Colunista comenta sobre um dos temas mais discutidos nas reflexões do pós-pandemia

César Wolff

Médias e grandes cidades têm um desafio grande pela frente no pós-pandemia: a retomada do transporte coletivo. Sem essa decisão não haverá reinício. Enquanto a declaração de pandemia se deu de forma institucional e universalmente, o pós-pandemia depende do esforço de cada comunidade, de cada cidade, em cada lugar do mundo. Ninguém virá a público para declarar extinta e plenamente superada a pandemia da Covid-19.

Tendo presentes essas premissas, resta-nos a união de esforços para superação da crise e retomada das atividades econômicas em Blumenau, com as cautelas e cuidados já incorporados no dia a dia.

Especificamente em relação à retomada do transporte coletivo, é plenamente compreensível o temor de qualquer governo nesse momento. Não faltará quem fotografe e filme filas, superlotação e falta de higiene nos ônibus para atacar prefeitos e os classificarem de desumanos em véspera de (re)eleição. Esse temor é justo, real e precisa ser superado com o auxílio de toda a sociedade.

Sim, somos nós, munícipes, empresas e entidades de Blumenau os únicos responsáveis por conferir as condições necessárias a que governo e concessionária de transporte coletivo retomem os serviços.

Não será fácil. Nunca foi, nem aqui e nem em nenhuma cidade. Não conheço exemplos no Brasil de transporte coletivo prestado com o padrão que se espera no pós-pandemia, isto é, sem filas de espera, sem superlotação, com ambientes higienizados e, possivelmente, climatizado.

E como procederemos então? Como sempre fizemos nos grandes desafios de nossa cidade: unindo esforços. É preciso que se forme uma grande frente, com agentes de saúde, trabalhadores, usuários do transporte coletivo, concessionária, empresários locais, parlamentares e, naturalmente, governo municipal.

Não é hora de reduzir funcionários do transporte coletivo, mas de aumentar. Ainda que isso nos custes, aos cofres públicos, algum investimento inicial. Temos uma grande oportunidade para passarmos a limpo, de uma vez por todas, esse serviço público essencial. Uma dívida histórica de todos os governos para com a comunidade.

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