“A pandemia e os desafios de um mundo sem fronteiras”

Colunista comenta sobre a pandemia do novo coronavírus

“A pandemia e os desafios de um mundo sem fronteiras”

Colunista comenta sobre a pandemia do novo coronavírus

César Wolff

Esta semana, para nós brasileiros, tem sido daqueles momentos em que percebemos nitidamente a mudança do curso da história.

Até então, apesar da globalização, do amplo processo migratório e do encurtamento das distâncias pela tecnologia da informação, ainda estávamos acostumados a nos preocupar, preponderantemente, com os problemas locais e de nossa vizinhança. A pandemia provocada pelo novo coronavírus alterou subitamente esse cenário.

Nesses dias de incerteza, tivemos que voltar nossas atenções para além-mar. Procurar as causas da contaminação, a forma de propagação, métodos de prevenção e eventuais tratamentos experimentais. Sim, o “inimigo” é invisível e também estrangeiro. Mas esse é apenas um detalhe numa sociedade globalizada e transnacionalizada.

Apesar de inicialmente desconhecido o vírus, não se pode dizer que esse tipo de situação seja inédito. Em menor escala o mundo já vem enfrentando situações similares, vale dizer, há muito tempo. HIV, H1N1 e SARS-CoV são exemplos bem conhecidos da última mudança de séculos. Tudo indica que, doravante, será cada vez mais comum.

Certo é que precisamos nos acostumar com novos hábitos e costumes, especialmente porque, pelo visto, o grande diferencial em relação aos surtos do passado será a rapidez da transmissão. Em poucos meses esse coronavirus identificado pela sigla SARS-CoV-2 venceu distâncias continentais, atravessou o inverno do Hemisfério Norte e se instalou no verão subtropical de Santa Catarina, aparentemente com alguma facilidade.

Ainda será preciso observar e estudar o seu comportamento no Hemisfério Sul, nesse momento em que o verão só termina na próxima sexta-feira, dia 20. De qualquer sorte, a alta taxa de transmissibilidade já verificada não é desprezível e todo cuidado é pouco.
Diante dos novos desafios surgirão novas possibilidades.

Abandonar velhas práticas, preconceitos e métodos arcaicos de vida e de trabalho para aproveitar o que de melhor a informática pode nos proporcionar, já será um bom recomeço. Não será fácil. Nenhuma mudança é, mas mais do que nunca, evoluir é preciso.

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