César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“Os resultados das urnas sempre são importante fonte de análise e conhecimento”

César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“Os resultados das urnas sempre são importante fonte de análise e conhecimento”

César Wolff

Os resultados das urnas sempre são importante fonte de análise e conhecimento. Todos se dizem, de certa forma, vencedores, mas os números não mentem jamais. Além da disputa entre direita e esquerda, bastante casuística, alguns outros aspectos merecem atenção.

O aumento no número de abstenções país afora revela que o previsível impacto da pandemia não foi suficiente para frustrar ou desacreditar o pleito em seu primeiro turno. De modo que se pode concluir que diante do tamanho do desafio essas Eleições 2020 foram um verdadeiro sucesso. É inegável que nesse momento, quisessem os brasileiros, motivo não lhes faltariam para fugir ao dever cívico. Mas a verdade é que somos um povo democrático e que faz parte da nossa cultura ir às urnas no dia das eleições.

Outra constatação, como decorrência da pandemia, é a vantagem capitaneada pelos prefeitos que estiveram à frente das decisões sensíveis no trato das medidas de segurança sanitária da população. Mesmo com eventuais desacertos pontuais, aqueles mandatários que não se furtaram a exercer a liderança nesses momentos cruciais tiveram o reconhecimento através do voto. A omissão é um erro inexcusável ao político.

Em Blumenau as eleições proporcionais devem ensejar a mudança de seis dentre as quinze cadeiras no Poder Legislativo. A renovação é significativa, especialmente a considerar que somente dois dos atuais vereadores não concorreram à reeleição. Podem ter contribuído tanto a alteração das regras, que impediu as coligações de partidos políticos nas disputas por vagas no legislativo, quanto o acréscimo substancial no número de candidatos, a ultrapassar três centenas de pretendes.

Na apuração dos votos a demora na totalização pelo Tribunal Superior Eleitoral também demonstrou o alto grau de exigência do eleitorado brasileiro para com a Justiça Eleitoral. Ao longo dos anos fomos nos acostumando a bater recordes de eficiência nesse quesito e, por isso, qualquer retrocesso gera insatisfação.

Por último, as três cidades catarinenses com possibilidade de segundo turno tiveram resultados completamente díspares entre si. Se considerarmos que em Florianópolis o prefeito foi reeleito em primeiro turno, em Blumenau a reeleição está condicionada à eventual vitória em segundo turno e em Joinville o candidato apoiado pelo prefeito reeleito não participará do segundo turno. Análises essas que merecem ser aprofundadas após o resultado do segundo escrutínio, marcado para o dia 29 deste mês.


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