Como foram os primeiros 40 dias do aplicativo Blumenau Cidade Jardim

Prefeitura recebeu cerca de 260 solicitações, das quais 25% foram atendidas

Como foram os primeiros 40 dias do aplicativo Blumenau Cidade Jardim

Prefeitura recebeu cerca de 260 solicitações, das quais 25% foram atendidas

Julia Schaefer

O aplicativo Blumenau Cidade Jardim foi lançado pela prefeitura em 30 de novembro do ano passado, com o objetivo de ser um canal direto para a população apresentar demandas de manutenção urbana. Com 40 dias de funcionamento, recebeu cerca de 260 chamados. Um quarto deles foi efetivamente solucionado e outra parcela igual está em andamento. Porém, metade não foi nem respondida.

Os dados foram fornecidos pelo diretor de Manutenção de Bairros da Secretaria de Conservação e Manutenção Urbana, Robinsom Soares. Segundo ele, o baixo índice de respostas aos denunciantes é momentâneo, e está relacionado com o recesso de parte dos servidores.

“Essas solicitações não foram respondidas em função de um fornecedor que estava em recesso, ou até mesmo de outra secretaria, ou projeto”, explica.

A própria Seurb atua com equipe reduzida durante o período de férias da prefeitura, que termina em 22 de janeiro. Segundo Soares, outro fator que impactou no atendimento dessas demandas foi o recesso das usinas que produzem asfalto para a prefeitura. Elas retornaram as operações somente na segunda-feira, dia 8. Neste primeiro momento, demandas como a melhoria de sinalização, iluminação pública e recolhimento de animais mortos têm tido resposta mais ágil.

Cidadãos testam o aplicativo

A grande maioria (50%) das pessoas que enviaram fotos de problemas nas vias, como a falta de roçada, iluminação pública, sinalização viária, poda em árvores, buracos na via ou calçada, problemas com boca de lobo e falta de macadame, entre outros, não recebeu nenhuma mensagem, nem mesmo de confirmação do recebimento da solicitação. O Município Blumenau acompanhou a experiência de quatro cidadãos com o Blumenau Cidade Jardim. Confira o relato de cada um:

Ellerson Jean Lemke: enviou uma solicitação no dia 5 de dezembro de 2017, que ainda está em aberto.

“Abri um ticket no aplicativo para macadame e patrolamento na minha rua, pois como choveu ficaram vários valos abertos. O ticket está em estado “aberto”, porém não vieram resolver o problema e muito menos me responderam se iriam resolver ou não. Fiquei feliz por ter esta facilidade no app. Ele funciona como deveria, porém, a gestão de quem o controla e decide o que é prioridade ou não acaba ficando de lado. Mas claro, é o inicio do aplicativo, então com o tempo acredito que vão melhorando, como também a gestão das pessoas que trabalham com ele”.

Aline Siemenskroski Delgado: abriu um chamado de buraco no bairro Itoupavazinha na primeira semana de dezembro. A solicitação nunca foi respondida, mas o buraco foi consertado pela prefeitura.

Alessandro Luciano Salvador: Enviou uma solicitação no dia 6 de dezembro de 2017, que ainda está em aberto.

“Não tem aba para reportar erros. Não tem aba para reportar falta de calçada ou calçada inacessível para cadeirante/deficiente. Não tem aba para reportar obstrução de passeio público. Não tem aba para relatar obra irregular. Deveria ter um campo para outras reclamações, das que não se encaixam nas listadas no aplicativo”.

Danielle Affonso: Não conseguiu prosseguir no momento do cadastro de seus dados pessoais no aplicativo. De acordo com ela, o aplicativo travou, impossibilitando o acesso.

“Nós passamos diariamente por vários problemas. Mas acontece que não temos como reportar porque o aplicativo não funcionou. Dessa forma acaba não sendo uma ponte para resolvermos problemas, e sim mais um serviço publico que não funciona”.

Ausência de respostas

Segundo Robinson Soares, o envio de respostas aos usuários está em estudo junto à empresa que desenvolveu o aplicativo. Ele diz que até o momento a prefeitura não consegue entrar em contato diretamente com a pessoa que enviou o chamado, pois tudo ainda é intermediado pela desenvolvedora do software.

“A empresa precisa extrair os dados e nos passar. Para muitas solicitações nós já temos respostas, mas essas respostas não estão chegando ao cidadão”, garante.

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