Da cozinha japonesa a de Taiwan: conheça história dos restaurantes asiáticos de Blumenau

Donos dos estabelecimentos falam sobre a aderência da culinária asiática na cidade

Da cozinha japonesa a de Taiwan: conheça história dos restaurantes asiáticos de Blumenau

Donos dos estabelecimentos falam sobre a aderência da culinária asiática na cidade

Kamile Bernardes

Blumenau é uma cidade reconhecida pela cultura germânica, o que reflete, é claro, na gastronomia local. No entanto, a culinária asiática vem cada ganhando mais espaço e conquistando o paladar dos blumenauenses.

Atualmente a cidade conta com vários restaurantes típicos fundados por pessoas e famílias de origem asiática que vieram espalhar a cultura e apresentar novos sabores e costumes para os moradores do Vale do Itajaí.

Shinmai Izakaya

Marcelo Shiso é filho de imigrantes japoneses e proprietário do Shinmai Izakaya. O restaurante possui duas unidades, uma delas na rua Marechal Deodoro, e a outra na rua Almirante Barroso, conhecida como “Pátio Theodoro”, onde são servidos apenas sushi.

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O restaurante da rua Marechal Deodoro existe há um ano e meio e, de acordo com Marcelo, o prato mais consumido é o Ramen, por ser algo que ainda não havia na cidade.

Ramen

O Ramen é uma de sopa de macarrão de trigo com caldo, é servido na tigela e pode ser acompanhado de outros ingredientes sob a forma de toppings, normalmente verduras, carne ou peixe.

Divulgação

História e cultura

Marcelo era lutador e aprendeu a cozinhar pratos orientais desde pequeno nas academias, pois morava em uma colônia japonesa. Após sofrer um acidente, ele decidiu se dedicar completamente à cozinha e afirma estar muito contente com os resultados.

“Hoje o restaurante é a minha vida. A forma como me expresso e como sirvo às pessoas é o que alimenta o meu dia. É uma honra poder compartilhar minha experiência com cada um que senta em nosso balcão”, afirma ele.

Para Marcelo, o maior objetivo do restaurante é espalhar a cultura asiática, não apenas em relação à culinária, mas também aos hábitos e costumes.

“Acredito que a importância é espalhar um pouco da nossa cultura, não só em termos de comida, mas hábitos e costumes, desde puxar a cadeira ou até mesmo um cumprimento de reverência como demonstração de respeito”, diz o proprietário.

Restaurante Chinês

O restaurante Chinês, localizado na rua XV de Novembro, no Centro de Blumenau, possui 48 anos de história e foi fundado por Hsiao Kuang Ping, chefe de cozinha que veio de Taiwan.

No estabelecimento são servidas comidas de origem chinesa e japonesa, e os principais pratos são o yakissoba, tepanyaki, frango xadrez, rolinho a primavera, sushis e sashimis tradicionais e contemporâneos.

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Para Hsiao Adriano, filho do fundador, a decoração do ambiente faz toda a diferença quando o assunto é proporcionar uma experiência mais asiática para os clientes, por isso, o restaurante Chinês aposta muito na identidade do local.

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Público blumenauense

Tanto para Marcelo, proprietário do Shinmai Izakaya, quanto para Hsiao Adriano do restaurante Chinês, a aderência dos blumenauenses pela culinária asiática está crescendo cada vez mais.

Marcelo destaca que ainda há uma resistência aos sabores, por ser algo diferente do que a população está acostumada, no entanto, afirma estar muito feliz em poder compartilhar mais dessa cultura com os blumenauenses.

“Embora muitos pratos tenham influência alemã como, por exemplo, algumas conservas, ainda assim algumas pessoas não entendem o paladar por ser um pouco diferente do acostumado”, explica ele.

“Porém, percebemos um interesse crescente da população, aliás, a cada dia conhecemos pessoas novas e ficamos felizes em compartilhar nossa experiência de vida”, Marcelo acrescenta.

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Para Hsiao Adriano, os principais motivos para o aumento do interesse da população brasileira pela cultura asiática é a globalização e o acesso à informação.

“Podemos dizer que o mundo está cada vez menor. Hoje muita gente viaja para a Ásia, seja a negócios ou para turismo. O acesso à informação, internet, filmes, series e musicas têm aproximado e aumentado o interesse das pessoas pela cultura asiática”, afirma ele.

Kishimoto 

O Kishimoto é um restaurante que existe há mais de dois anos, fundado por Hitomi Kishimoto, filha de imigrantes japoneses.

Atualmente o restaurante é no formato de delivery e serve apenas gyozas, alimento que faz muito sucesso na culinária japonesa. Gyoza é como um pastel de massa bem fina, feita à base de farinha que pode ser recheada com diversos ingredientes.

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Hitomi explica que fazer gyozas é uma tradição familiar, uma vez que ela e sua família sempre preparavam o alimento para servir em festividades e também para a colônia japonesa.

Inclusive, um dos incentivos que ela teve para abrir o estabelecimento foi o fato de que apesar de haver muitos restaurantes de sushi, ainda não havia um específico de gyozas na cidade.

“Vi que havia muita culinária japonesa como o sushi, porém não via nenhum específico com gyozas. Está sendo um desafio, mas aos poucos estamos conquistando Blumenau. Está sendo gratificante”, explicou Hitomi.

Ela também conta que com o passar do tempo percebeu uma aderência maior da população brasileira em relação à culinária asiática, por isso, enxergou como uma oportunidade de criar algo que a ajudaria financeiramente.

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Bodhylin

O Bodhylin, que aposta na cozinha típica de Taiwan, existe há três anos e foi fundado por Eduardo Pan. O estabelecimento serve muitas variedades, não apenas pratos asiáticos, apesar de ser o principal. Além do espaço do restaurante, o Bodhylin também aceita pedidos de marmitas, tanto em aplicativos quanto no próprio restaurante.

O Bodhylin carrega o diferencial de ser um restaurante vegetariano e com opções veganas. De acordo com o proprietário, a população vegetariana e vegana cresceu muito e, para ele, o restaurante é uma maneira de ajudar o planeta, uma forma de fazer com que as pessoas vivam melhor.

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Quando questionado sobre os desafios de abrir um restaurante asiático em Blumenau, Eduardo afirmou que nunca pensou nas dificuldades, apenas seguiu o que sentia que deveria fazer.

“Nunca pensei sobre a questão da cidade ter uma cultura germânica muito forte, simplesmente fiz o que gosto e o que sentia que deveria fazer”, explicou ele.


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