Vigilância confirma primeira morte de macaco por febre amarela em Santa Catarina

Animal foi encontrado em uma área de mata em Guaruva, no Norte do estado

Vigilância confirma primeira morte de macaco por febre amarela em Santa Catarina

Animal foi encontrado em uma área de mata em Guaruva, no Norte do estado

Redação

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), da Secretaria de Estado da Saúde, confirmou nesta quinta-feira, 4, o registro da primeira morte de macaco por febre amarela no estado.

A primeira morte no estado foi confirmada em março. Santa Catarina não registrava casos de febre amarela em humanos desde 1966.

A coleta do material para análise foi feita no dia 20 de março, após um morador encontrar o macaco, da espécie bugio, morto em uma área de mata no município de Garuva, no Norte do estado. As amostras foram encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) e seguiram para a Fiocruz, do Paraná, laboratório de referência para o Estado.

Os macacos não transmitem a febre amarela. Eles são vítimas da doença e sinalizam a circulação do vírus na região. Por isso, ao encontrar um macaco doente ou morto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deve ser comunicada imediatamente.

Estratégias de vigilância
Na tarde desta quinta-feira, 4, a Dive realizou na sede da Defesa Civil, em Florianópolis, uma videoconferência para discutir propostas de intensificação da vacinação contra a febre amarela, com base na avaliação das principais áreas de risco. Participaram da reunião, os profissionais de saúde que atuam em áreas de vigilância epidemiológica e atenção básica das gerências regionais do Estado e dos municípios.

De acordo com o gerente de zoonoses da Dive, João Fuck, esse trabalho é importante para protegermos a população catarinense da doença “O vírus está aqui, circulando pelo Estado, e precisamos trabalhar em conjunto, notificando situações de macacos mortos ou doentes e reforçando as estratégias de vacinação, melhor forma de prevenção da doença”, esclareceu.

Em 28 de março de 2019, Santa Catarina já havia confirmado o primeiro caso de febre amarela autóctone (contraída dentro do Estado) em humano com morte. O paciente era um homem de 36 anos que não havia se vacinado. Ele morava em Joinville, no Norte do Estado.

Por isso, Maria Teresa Agostini, diretora da Dive, reforça o pedido: “Todas as pessoas acima de 9 meses devem procurar uma sala de vacina para receber a dose que protege contra a febre amarela para a vida toda.”

Reforçando as ações de intensificação da vacinação contra a febre amarela, no dia 11 de abril, às 15h30, será realizado um Fórum Aberto online sobre o assunto para profissionais da atenção básica dos municípios. A médica infectologista da Gerência de Vigilância de Zoonoses, Marise Mattos e a gerente de Imunização e Doenças Imunopreveníveis, Lia Quaresma Coimbra, vão falar sobre os casos suspeitos de febre amarela estratégias de vacinação.

Campanha de vacinação
Devido às baixas coberturas vacinais, em 20 de março Santa Catarina deu início à Campanha de Vacinação Contra a Febre Amarela que vai até o dia 20 de abril. Nesse período, todos os moradores devem procurar um posto de saúde para tomar a vacina contra a doença.

A Dive informa que distribuiu o quantitativo de doses da vacina contra a febre amarela para as 17 regionais de saúde do Estado até o dia 3 de abril de 2019. O Ministério da Saúde (MS) enviou para o Estado 1.300.000 doses (em janeiro de 2019, 500 mil doses; em fevereiro de 2019, o quantitativo foi de 200 mil doses; e em março de 2019, recebeu 600 mil doses). Até o momento a cobertura vacinal está em 61,47%, considerando doses aplicadas entre 1994 e 2019.

A previsão de recebimento da próxima remessa enviada pelo Ministério da Saúde é de 300 mil doses até o dia 14 de abril.

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