“Economia em 2018 vai ficar estável em Blumenau”

Economista Nazareno Schmoeller acredita que cenário visto em 2017 deve se manter no próximo ano

“Economia em 2018 vai ficar estável em Blumenau”

Economista Nazareno Schmoeller acredita que cenário visto em 2017 deve se manter no próximo ano

Bianca Bertoli

Economia estável. Essa é a aposta para o cenário blumenauense em 2018. Os dados de 2017, apesar de não terem impressionado, trouxeram certo alívio para a cidade. O número de empregos gerados, por exemplo, ficou acima da média brasileira.

O economista e coordenador do Sistema de Informações Gerenciais e de Apoio à Decisão da Furb, Nazareno Schmoeller, explica que a estabilização não é sinônimo de recuperação econômica:

“Não que a economia vá dar um “boom”, ela vai ficar estável. Não dá para falar em recuperação, os empregos gerados são os empregos perdidos nos anos anteriores. Nós não chegamos no zero a zero de 2012, por exemplo. Estamos caminhando para uma recuperação assim que os investimentos voltarem”.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta semana mostraram que o Brasil perdeu 12.292 empregos com carteira assinada em novembro. Em contrapartida, Santa Catarina gerou 4.995 vagas, 360 apenas em Blumenau – a cidade ficou em segundo lugar no ranking de melhor desempenho do estado, ficando atrás apenas de Joinville.

Com o número, Blumenau soma 3.527 empregos criados entre janeiro e novembro deste ano. Isso só foi possível porque, segundo Schmoeller, além das indústrias de transformação, o comércio e serviço tiveram uma pequena recuperação das perdas sofridas em 2015 e 2016. Essa recuperação deve continuar no próximo ano. Mas só isso não será o suficiente para alavancar a economia.

“Para a economia crescer tem que haver investimento público e privado, o que não está acontecendo. O cenário político não traz seguranças para os investidores”.

O economista explica também que as eleições nas esferas estadual e federal de 2018 serão preponderantes para a economia local e brasileira. Dependendo dos ajustes e reformas que os eleitos propuserem, o cenário pode mudar.

 

 

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