Em crise financeira, Coteminas deixa quase 500 funcionários com contrato de trabalho suspenso

Colaboradores estão em Lay-Off, onde participam de cursos profissionalizantes mesmo sem trabalhar

Em crise financeira, Coteminas deixa quase 500 funcionários com contrato de trabalho suspenso

Colaboradores estão em Lay-Off, onde participam de cursos profissionalizantes mesmo sem trabalhar

Economia em Pauta

Quase 500 funcionários da Coteminas, de Blumenau, estão com o contrato de trabalho suspenso temporariamente, no chamado “lay-off”. O acordo foi feito entre a empresa, trabalhadores e sindicato no início do ano, dando seis meses e meio de paralisação.

O período iniciou em 17 de janeiro e será encerrado no dia 31 de julho, com a retomada ao trabalho no dia 1 de agosto. O lay-off é uma alternativa para empresas brasileiras que estão em crise financeira, mas não querem demitir os funcionários.

Neste sistema, os funcionários vão para casa e não trabalham, mas não são desligados. Em contrapartida eles participam uma vez por semana de um curso profissionalizante e recebem o seguro desemprego do INSS.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem (Sintrafite), o acordo feito entre as partes definiu que, como o seguro é pago apenas por cinco meses, os vencimentos de um mês e meio restantes ficaram sob responsabilidade da empresa.

Acordo de estabilidade

Como em alguns casos o valor do seguro é menor que o do salário do trabalhador, a empresa está realizando o pagamento complementar. Dentro do acordo com o sindicato está definido que todos funcionários em lay-off terão quatro meses de estabilidade quando retornarem à empresa.

Ainda segundo o sindicato, a situação ocorreu devido à crise financeira que a empresa passa. O fato não é uma exclusividade de Blumenau, mas de todo país. O mesmo sistema foi adotado em outras fábricas da Coteminas, por exemplo.

Sobre demissões, o sindicato apontou que desde o início do ano a Coteminas fez alguns desligamentos em Blumenau. Porém, estas demissões são consideradas pontuais. Nossa equipe tentou contato com a diretoria da empresa, o que não foi possível até a publicação da coluna.


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