Empresa divulga detalhes do projeto para reformular o parque Ramiro Ruediger, em Blumenau

Apresentação ocorre em entrevista coletiva no Centro da cidade

Empresa divulga detalhes do projeto para reformular o parque Ramiro Ruediger, em Blumenau

Apresentação ocorre em entrevista coletiva no Centro da cidade

Bianca Bertoli

A Beluga Estruturadora de Negócios apresentou nesta manhã de quarta-feira, 21, detalhes sobre o projeto de reformulação do parque Ramiro Ruediger. A empresa do setor imobiliário, com sede em Balneário Camboriú, desenvolveu um projeto e propôs ao município no formato de uma parceria público-privada.

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A empresa apresentou-se como Villard Empreendimentos Imobiliários. Esta é a razão social da Beluga Estruturadora de Negócios, que atua na estruturação de hotéis da rede Intercity em Santa Catarina e no Paraná. Segundo o advogado Luiz Carlos Nemetz, que assessora o projeto, o negócio em Blumenau é “um braço” da Beluga.

Quem apresentou a ideia foi o empresário José Figueiredo, em um escritório de advocacia no Centro de Blumenau. Os empresários afirmam que ouviram os usuários do Ramiro para elaborar a proposta. Em troca de melhorias, a empresa exploraria espaços comerciais a serem criados.

Figueiredo enfatizou que 88% da área do parque continuaria pública, como é hoje. Os 12% restantes seriam ocupados por estabelecimentos privados. Conforme o empresário, seriam criados 300 empregos diretos e indiretos com as novas atividades. A reforma foi orçada em R$ 13,5 milhões – entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões ainda seriam necessários para a criação de novas atrações. Conforme Figueiredo, a empresa propõe um modelo que preveja 20 anos de concessão – ele calcula que no mínimo oito anos de exploração são necessários para ter o retorno financeiro.

Bianca Bertoli

“A contrapartida financeira para melhorar isso tudo é oferecer um serviço que hoje não tem: churros, picolé, água mineral… Criar outras atividades e criar atividades comerciais pra tornar tudo viável”, explicou.

“É somente uma proposta. Não há um pingo fora do que estabelece a lei”, disse o advogado Nemetz.

Presente à apresentação, o secretário de Turismo, Ricardo Stodieck, prometeu ter uma resposta sobre a proposta em 30 dias:

“Vamos analisar, a proposta preza por algumas premissas que para nós são importantes, como não onerar o usuário. Em 30 dias vamos dar uma posição”.

O projeto

O projeto prevê mudanças como a construção de uma praça de alimentação, academia, tirolesa, reformas das quadras, entre outras. No material de divulgação preparado pela empresa há também menção a uma central de monitoramento do parque.

Quadras de futebol
– Reforma das quadras de futebol, com gramado sintético

Arborização
– Sombra artificial com tendas: para o empresário José Figueiredo, o solo do parque Ramiro Ruediger não é bom para o plantio de árvores. Ele prometeu manter as plantas que já existe

Lago
– Haveria serviço de pedalinho no atual lago

Academia
– Os aparelhos que existem hoje seriam modernizados

Playground
– O atual espaço infantil ganharia piso emborrachado

Praça de alimentação
– Seria construída e explorada pela empresa

Cervejaria
– Seria construída e explorada pela empresa

Garagem para carros da Oktoberfest
– “Deixo botar de graça, para o público ver”, disse José Figueiredo.

Pista de skate
– Não será retirada. O empresário disse que esqueceram de incluir a pista na imagem de divulgação do projeto. A ideia seria reformá-la, tal como ocorreria com as quadras.

Gramado
– No projeto apresentado, a área de gramado existente seria reduzida para dar lugar à praça de alimentação. Questionado sobre a redução do espaço de lazer, Figueiredo afirmou que o desenho apresentado é apenas um conceito. Ele enfatizou que a área comercial ocuparia apenas 12% do atual Ramiro.

Por que o Ramiro?
Segundo José Figueiredo, num primeiro momento se cogitou apresentar uma proposta para reformular a Prainha. Porém, o fato de o Ramiro estar em funcionamento e ser deficitário, devido aos custos de manutenção, levou a empresa a apostar naquela área.

“Preciso fazer algo bom para a comunidade, mas que eu tenha retorno financeiro”, afirmou.

Cerveja no parque
O secretário de Turismo, Ricardo Stodieck, explicou que a lei contra o consumo de bebidas alcoólicas em praças e parques de Blumenau não abrangeria a área da praça de alimentação. Assim, seria possível vender cerveja nas imediações do Ramiro Ruediger, como planeja a empresa.

Pesquisa de satisfação
Para chegar ao projeto conceito de revitalização do Parque Ramiro Ruediger, a empresa realizou uma pesquisa com cerca de mil pessoas que frequentam o local, entre os dias 25 de outubro e 3 de novembro de 2017. Foram ouvidos homens e mulheres, adultos e jovens.

As informações colhidas apontam que a maioria dos visitantes (39,83%) vai ao parque aos finais de semana, sendo que 52,50% estão acompanhados da família. Disseram estar infelizes com a atual situação dos bebedouros  48,17% dos entrevistados; 45,17% não gostam dos banheiros e 42,83% dizem que não há opções de bebidas e alimentação suficientes no parque.

Segundo a empresa, 74% das pessoas entrevistadas afirmaram que frequentariam mais vezes o parque se melhorias fossem feitas no local.

Edital de concorrência
A ação seguiria o Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas, lei aprovada no fim do ano passado pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito Napoleão Bernardes (PSDB). Conforme o próprio prefeito explicou a O Município Blumenau, a legislação permite que empresários apresentem ideias ao poder público.

Antes de ser posta em prática, a ideia antes precisaria passar por uma concorrência pública. Mesmo que seja a autora da proposta, a Beluga não tem garantia de que será a escolhida para executá-la. Porém, se outra empresa for a vencedora, ela terá de remunerar a autora pelos custos de elaboração do projeto.

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