Entenda as mudanças no transporte coletivo que serão discutidas na Câmara de Vereadores

Comissão já fez três reuniões para tratar de mudanças em linhas de ônibus e de custos que compõem a tarifa

Entenda as mudanças no transporte coletivo que serão discutidas na Câmara de Vereadores

Comissão já fez três reuniões para tratar de mudanças em linhas de ônibus e de custos que compõem a tarifa

Bianca Bertoli

Alterações em linhas específicas do transporte coletivo de Blumenau devem ser o primeiro tema em pauta durante a audiência pública marcada pela Câmara de Vereadores para quinta-feira, dia 15. Este é o ponto mais avançado das discussões que vêm ocorrendo em uma comissão especial montada Agência Intermunicipal de Regulação (Agir). O segundo, e mais polêmico, serão as gratuidades.

Segundo o diretor-geral da Agira, Heinrich Pasold, as alterações em linhas serão os primeiros resultados da comissão percebidos pela população. Mas salienta que sempre que houver a necessidade desse tipo de mudança, a comunidade atendida será comunicada e consultada através de associações de moradores. Além disso, durante os dias de teste, técnicos da comissão prometem usar os ônibus para analisar a viabilidade da alteração.

Segundo Pasold, foi o que ocorreu no fim de dezembro. A linha 409 – Santa Maria foi extinta e as 480 famílias do Residencial Parque das Nascentes passaram a ser atendidas pela linha 403 – Progresso. Com a ação, houve a diminuição de 861 quilômetros rodados por semana. A ideia é diminuir custos sem prejuízo aos usuários:

“Por exemplo: tem duas linhas paralelas e tem um rio no meio, mas agora tem uma ponte lá no fundo. Você deixa de fazer as linhas paralelas e torna uma circular. Muda o roteiro dela, mas os horários aumentam porque ela passa mais vezes”.

Gratuidades

Até março, a comissão especial, composta por dois integrantes do Seterb, dois da BluMob, e dois representantes da Câmara de Vereadores, deve chegar a conclusões que interferirão no transporte coletivo da cidade. A reportagem do Município Blumenau solicitou à Agir as atas das três reuniões já realizadas. Segundo o órgão, os documentos ainda não foram aprovados pela comissão, e por isso não podem ser divulgados.

Entre os principais eixos das reuniões, que ocorrem a cada 15 dias, estão também pontos específicos do contrato de concessão e da composição da tarifa, que hoje está em R$ 4,05. Entre elas, as gratuidades: benefícios a diversas classes de usuários dos ônibus, incluindo estudantes.

Porém, ainda é cedo para qualquer conclusão sobre alguma revisão de gratuidade, diminuição no preço da passagem ou presença de cobradores de ônibus. Segundo Pasold, o objetivo da comissão é dar mais transparência ao sistema como um todo:

“Estamos lutando principalmente para que a caixa preta do transporte coletivo de Blumenau seja aberta”, resume.

O vereador Gilson de Souza (PSD), que esteve na última reunião da comissão realizada na quinta-feira, 9, concorda que agora há mais transparência:

“Antes a planilha de custo era muito técnica e fechada. Agora, com a Agir, está mais flexível para ter a fiscalização e a participação não só da Câmara, mas da população de uma forma geral”, acredita o vereador.

A comissão decidiu que mudanças que impactem diretamente os usuários deverão ser comunicadas com antecedência, como é o caso das cerca de cinco linhas que sofrerão alterações a partir de março. Na audiência pública de quinta-feira, 15, às 19h na Câmara de Vereadores, solicitada pelo vereador Almir Vieira (PP), a população deverá saber mais detalhes do que planeja a comissão.

Seterb e BluMob

Por meio da assessoria de imprensa, o Seterb explicou que não há alterações a serem divulgadas no momento. A assessoria da BluMob informou que a empresa não se manifestaria e que o tema é de responsabilidade da Agir.

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