Escola Tiradentes convoca assembleia contra sua extinção

Associação de Pais e Professores está organizando a mobilização que ocorre nesta quinta-feira

Escola Tiradentes convoca assembleia contra sua extinção

Associação de Pais e Professores está organizando a mobilização que ocorre nesta quinta-feira

Julia Schaefer

“Para toda comunidade Pedro Krauss e todo cidadão que se interessa pela educação”. Essa é a chamada do panfleto que circula entre a comunidade da Escola Básica Municipal Tiradentes, convidando para uma Assembleia Geral. O movimento, liderado pela Associação de Pais e Professores, quer impedir o fechamento da escola para instalação do Colégio Militar. A reunião será nesta quinta-feira, às 18h30, na escola.

A comunidade da Tiradentes foi pega de surpresa quanto ao anúncio de extinção da unidade. Será a segunda mudança em dez anos. A primeira ocorreu em 2008, quando a escola teve sua estrutura danificada por deslizamentos. Com cerca de 200 alunos, a Tiradentes continua atendendo a comunidade da rua Pedro Krauss Sênior, no bairro Vorstadt.

Na reunião marcada para amanhã haverá a presença da Secretaria Municipal de Educação, que fará o comunicado oficial. A Associação de Pais e Professores e a comunidade vão apresentar uma proposta de transferência de local, para que não deixe de existir.

“Eles falam que vão desativar. Mas para nós é extinguir, porque a Tiradentes não existirá mais. Vão interromper um trabalho onde estão sendo propiciadas melhorias para a comunidade”, alega a presidente da APP Rosane Aparecida Faria.

Os dois filhos de Rosane são alunos da Tiradentes. Um deles, inclusive, possui um grau de autismo, que, de acordo com a mãe, vem sendo muito bem trabalhado pela equipe de professores. Sobretudo, diz que se sente esquecida pelo serviço público, que não consultou a vontade dos pais.

“Como mãe, me sinto lesada. Ninguém veio perguntar como os pais e alunos estão se sentindo com o fim da escola”, aponta Rosane.

O Colégio Militar

Sabe-se até o momento que o colégio seguirá os padrões da unidade já estabelecida em Florianópolis, onde 90% das vagas são reservadas para filhos de policiais e bombeiros. As primeiras duas turmas, de 6º e 7º ano, que somam 70 vagas, terão início já em 2018. A seleção de alunos será feita através de sorteio.

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