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“Fiz e vou pagar”, diz assassino de Bianca Wachholz ao ser preso, em Blumenau

Por Bianca Bertoli e Julia S. Schaefer

De cabeça baixa, bermuda e chinelos, Éverton Balbinott de Souza 31, anos, chegou à Central de Polícia no início da tarde desta sexta-feira, 27, em Blumenau. Ele teve a prisão preventiva decretada pelo assassinato da ex-namorada, Bianca Mayara Wachholz, de 29 anos.

O veículo em que Éverton estava parou em frente à delegacia, no distrito do Garcia. Durante alguns segundos ele ficou diante dos jornalistas, mas disse apenas “Fiz e vou pagar”. O endereço em que o suspeito foi preso, no bairro Escola Agrícola, não foi divulgado para preservar as pessoas que moram no local.

Segundo o delegado, o pedido de prisão preventiva foi apresentado devido a “todos os elementos, principalmente por ele ter fugido depois de cometer o crime”. O pedido foi aceito pelo Judiciário ainda na noite de quinta-feira, meia hora depois de Éverton ter deixado a Central de Polícia.

Ele havia se apresentado espontaneamente quando já não podia ser preso em flagrante. Clique aqui para entender essa questão legal.

Agora, Éverton será encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde ficará durante o andamento da investigação. Nenhum defensor dele estava na delegacia no momento da prisão.

Éverton afirmou que usou um revólver calibre 38, que possuía há um ano, para cometer o crime. Ele teria jogado a arma num rio, assim como o próprio celular. Informalmente, disse ao delegado que está arrependido e que agiu num impulso.

O que diz a defesa de Éverton

O advogado de Éverton, João Felipe Figueiredo, informou que foi contratado recentemente e que ainda não conseguiu traçar uma linha de defesa. Durante o fim de semana ele estudará o inquérito policial, e a partir da semana que vem decidirá qual será o próximo passo.

Uma das possibilidades é pedir o habeas corpus de Éverton, ou a revogação da prisão preventiva. Nenhuma das duas ações foi confirmada pelo advogado.

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