Golpistas se passam por juízes e policiais para enganar pequenos comércios em Santa Catarina

Suposto servidor pede à vítima que realize recarga de celular

Golpistas se passam por juízes e policiais para enganar pequenos comércios em Santa Catarina

Suposto servidor pede à vítima que realize recarga de celular

Redação

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) identificou a prática de um golpe em unidades do Judiciário. Nos últimos meses, o desfalque aconteceu em 13 das 111 comarcas.

A farsa consiste em um estelionatário que se passa por magistrado, servidor ou policial e solicita a um prestador de serviços uma recarga de celular que será paga na entrega de outros produtos encomendados.

A vítima só percebe que foi enganada quando comparece ao Fórum para ser ressarcida. Além da recarga, os criminosos também solicitam depósitos em dinheiro.

Ocorrências desse tipo devem ser comunicadas para os seguintes números: (48) 3287-8705 e (48) 98414-1433 (plantão 24h). Os casos são monitorados pelo Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do TJ-SC.

A orientação é que todas as pessoas que trabalham em prédios do Judiciário, especialmente as que desenvolvem atividades na recepção e secretaria, sejam alertadas sobre a ocorrência do golpe.

As principais vítimas são chaveiros, floriculturas, entregadores de água e gás, entre outros prestadores de serviços. Pelo que foi possível apurar através dos casos concretos, o golpista liga para o prestador de serviço e utiliza falsos nomes ou se passa por magistrado ou oficial, como por exemplo “Dr. Jorge Faria” ou “tenente Siqueira”, para fazer uma encomenda de determinado serviço ou produto.

Para aproveitar a viagem, o suposto servidor pede à vítima que realize a recarga de celular, normalmente no valor de R$ 50, que será paga na entrega da encomenda ou durante a prestação de algum serviço. Assim, a vítima só percebe o golpe quando tenta realizar a cobrança.

O Judiciário não autoriza que prestadores de serviços e demais profissionais liberais contratem serviços ou adquiram produtos em nome de magistrados, servidores e policiais sem o devido processo legal.

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