Governo federal corta quase R$ 24 milhões da duplicação da BR-470 em 2018

Redução foi oficializada no início de maio, antes da greve dos caminhoneiros

Governo federal corta quase R$ 24 milhões da duplicação da BR-470 em 2018

Redução foi oficializada no início de maio, antes da greve dos caminhoneiros

Evandro de Assis

Colaborou Julia S. Schafer

O orçamento federal para a duplicação da BR-470 sofreu um corte de R$ 23,8 milhões. A tesourada representa 16,4% dos R$ 145 milhões previstos para a obra em 2018, valor que já era considerado insuficiente por entidades empresariais e pela superintendência catarinense do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

A redução no orçamento da BR-470 não tem relação com os cortes anunciados na semana passada pelo governo para compensar o subsídio ao preço do óleo diesel – uma das medidas tomadas para pôr fim à greve dos caminhoneiros. Ela ocorreu no início de maio por meio de uma portaria do Ministério do Planejamento.

O sistema online de acompanhamento da execução do orçamento da União já traz a diminuição. Dos R$ 145 milhões previstos no orçamento federal para a duplicação, sobraram R$ 121,2 milhões. Ainda não se tem ideia do impacto que os cortes significarão para o andamento dos trabalhos.

O superintendente do Dnit em Santa Catarina, Ronaldo Carioni Barbosa, esteve em Brasília nesta terça-feira, 5, em reunião com o Ministério dos Transportes. Desde a semana passada, quando os congressistas do estado se reuniram com o ministro Valter Casimiro Silveira, a bancada catarinense no Congresso vem pressionando para tentar reverter ao menos parte da perda.

“Nós nos sentimos enganados pelo governo, porque uma semana antes nós havíamos pressionado e conseguimos bloquear um corte na 470. Aí o Ministério do Planejamento resolveu fazer por portaria”, lamenta o deputado federal João Paulo Kleinübing (DEM).

Para Kleinübing, com os novos cortes em investimentos federais anunciados após a greve dos caminhoneiros, a situação ficou ainda mais difícil de ser revertida.

O presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), Avelino Lombardi, que vem acompanhando de perto a execução da duplicação, protestou:

“Revolta, por sermos sempre os preteridos. Não poderemos aceitar isso. Vamos conversar com os parlamentares da região”, disse Lombardi.

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