Homem que agrediu filhas se apresenta na Polícia Civil de Indaial com advogado

O agressor não foi preso pois ainda não há um mandado de prisão contra ele

Homem que agrediu filhas se apresenta na Polícia Civil de Indaial com advogado

O agressor não foi preso pois ainda não há um mandado de prisão contra ele

Alice Kienen

O homem que foi filmado agredindo as filhas de 11 e 17 anos se apresentou na delegacia de Indaial nesta quarta-feira, 27. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Romildo Parno, ele compareceu em companhia de um advogado por volta das 14h.

Ao ser interrogado, o homem de 47 anos permaneceu em silêncio e alegou que responderá apenas em juízo. Quando questionado sobre o motivo de não ter sido localizado em casa ou no local de trabalho, ele admitiu estar com medo da reação das pessoas.

Entretanto, como ainda não há um mandado de prisão contra o agressor, ele não foi preso. O delegado explicou que, como o homem não foi apanhado em flagrante e o inquérito ainda não foi concluído, o mandado ainda não foi expedido.

As vítimas seguem na casa da mãe, onde estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar. O nome do agressor não será divulgado pois o caso segue em segredo de justiça. A medida também protege a identidade das vítimas, vide que ele é o pai delas.

Entenda o caso

O vídeo começou a circular pelas redes sociais no início da semana, e teria sido gravado no domingo, 24. Nele, é possível ver o homem deitado na cama de cueca enquanto bate na filha de 11 anos. Ela, que já estava com um olho roxo, apenas fica imóvel enquanto chora.

Ao lado, está a filha mais velha, de 17 anos. Ela também chora enquanto segura a filha, que ainda é bebê. De acordo com o pai, as agressões ocorreram pois ele descobriu que a adolescente estaria grávida novamente.

Indignado, ele agrediu as duas e pediu para a terceira filha, de 13, gravar para que a mãe delas pudesse ver. A mulher está separada do agressor há quatro anos. Elas estavam visitando o pai no dia que o vídeo foi gravado.

O vídeo não será divulgado para proteger a identidade das vítimas.

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