João Pizzolatti continua em liberdade quatro dias depois de ter a prisão decretada

Mandado de prisão do ex-deputado continua em aberto, segundo a Polícia Civil, porque não recebe tratamento especial

João Pizzolatti continua em liberdade quatro dias depois de ter a prisão decretada

Mandado de prisão do ex-deputado continua em aberto, segundo a Polícia Civil, porque não recebe tratamento especial

Redação

O ex-deputado federal João Pizzolatti continua foragido da Justiça quatro dias após ter a prisão preventiva decretada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Blumenau, Juliano Rafael Bogo. O político não se apresentou à polícia e, de acordo com o delegado regional, Egídio Ferrari, não é alvo de operações de busca.

Segundo o delegado, por ter mandado de prisão em aberto, Pizzolatti pode ser preso por policiais que o encontrarem em diligências de rotina. Porém, nenhuma equipe está designada para a tarefa.

“Ele é um foragido da Justiça como centenas de outros que a gente tem aqui em Santa Catarina. Agora, não tem uma equipe específica para isso porque seria até um tratamento diferenciado”, explicou.

A prisão do ex-deputado foi decretada na quinta-feira, 9, por descumprir a decisão judicial que o proibia de dirigir veículos automotores. Na sexta-feira, a Polícia Civil havia informado que fez diligências mas o político não teria sido encontrado.

No mesmo dia da prisão, o advogado Fernando Henrique Becker abandonou a defesa do ex-parlamentar no processo criminal que ele responde. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, até a tarde desta segunda-feira ainda se tinha notícias de um novo defensor.

Acusação

Na manhã de 29 de abril, João Pizzolatto foi flagrado por policiais militares dirigindo o carro da esposa dele, um Jeep Renagade, na rua dos Pomeranos, em Rio dos Cedros. Ele alegou que assumiu o volante de maneira “circunstancial e excepcionalíssima” porque a esposa precisou acudir a filha de uma ano, que estava chorando.

Pizzolatti está proibido de dirigir porque se envolveu em um acidente de trânsito na rodovia Werner Duwe, em novembro de 2017. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMVRv), ele tinha sinais de embriaguez e invadiu a pista contrária, ferindo com gravidade o motorista de outro carro.

O Ministério Público acusa Pizzolatti de tentativa de homicídio. A defesa dele vem alegando que o episódio não pode ser enquadrado como um crime doloso, conforme a legislação brasileira.

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