Mais de duas mil novas empresas foram abertas em Blumenau em 2022

Em quatro meses, 802 negócios também foram encerrados

Mais de duas mil novas empresas foram abertas em Blumenau em 2022

Em quatro meses, 802 negócios também foram encerrados

Jotaan Silva

O ano de 2022 vem sendo positivo para novos negócios em Blumenau. Do dia primeiro de janeiro até o dia 30 de abril deste ano, a cidade já registrou a abertura de 2.002 novas empresas, desde MEIs até grandes empresas com mais de 100 funcionários.

No mesmo período, segundo dados do Sistema de Administração Tributária Municipal (Siatu), 802 empresas fecharam oficialmente, ou seja, tiveram seus registros encerrados. O saldo aponta um crescimento de 1.200 novos negócios na cidade em quatro meses.

No ranking de segmento das empresas abertas a líder isolada são as empresas de serviços administrativos, com 243 novas aberturas. Na sequência estão os ramos de comércio varejista (203), publicidade e pesquisa de mercado (149) e serviços especializados para construção (142).

No índice de negócios que mais fecharam estão as empresas de comércio varejista, com 142 negócios encerrados, seguido pelo atacado  (53 ) e alimentação (47).

 

Comparativos

Ao todo, até o dia 30 de março deste ano, a Praça do Empreendedor apontou 24.339 empresas ativas na cidade. Apesar de demonstrarem evolução no número de novos negócios na cidade, os números de 2022 são inferiores ao mesmo período de 2021. No ano passado, 2.352 empresas foram abertas e 773 encerradas, com saldo de 1.579.

Já na comparação com 2020 o cenário é bastante diferente, apontando uma grande diferença para mais. Nos quatro primeiros meses daquele ano foram abertas 1.492 empresas e fechadas 688.

Para o economista da Praça do Empreendedor, Aloncio Zunino, a principal motivação das diferenças tem ligação com a pandemia. Em 2020 o período era de desconhecimento e medo de investimento em abertura de empresas ou início de carreira como microempreendedor individual, tendo um resultado abaixo da média.

“Acredito que grande parte desses novos negócios no início de 2021 é daquelas pessoas que perderam o emprego em 2020, por conta da pandemia, e migraram para o próprio negócio. Percebemos que são muitas MEIs”, explica.

De autônomo para MEI e MEI para empresa

Por falar em microempreendedor individual, essa é a categoria que mais cresceu em 2022 até aqui. São 951 novos registros nos quatro primeiros meses do ano. O montante equivale a 47,5% do total de empresas abertas no município.

O segundo tipo que mais foi registrado foram as empresas consideradas “normais” (689). Na sequência, as microempresas ou empresas de pequeno porte, com 322.

Para Aloncio, os números representam dois cenários. Em relação aos microempresários individuais, a maioria são os desempregados – como já apontado acima – e aqueles que anteriormente eram autônomos ou informais e que se tornaram MEIs.

Por outro lado, as novas empresas “normais” também são “migrações”. Segundo Leôncio, a maioria dos registros são de antigos MEIs, MEs ou EPPs.

“Com o crescimento no faturamento dessas pessoas, eles acabam migrando e elevando o número de empresas normais na cidade. É o que mais percebemos aqui na praça”, conclui o economista.


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