Manifestantes fazem ato contra cortes na educação e reforma da Previdência, em Blumenau

Concentração começou na praça Doutor Blumenau e terminou no Teatro Carlos Gomes após passeata

Manifestantes fazem ato contra cortes na educação e reforma da Previdência, em Blumenau

Concentração começou na praça Doutor Blumenau e terminou no Teatro Carlos Gomes após passeata

Bianca Bertoli

A tarde desta terça-feira, 13, terminou mais movimentada que o normal na rua XV de Novembro, no Centro. Com cartazes nas mãos, carro de som e palavras de ordem, estudantes e representantes sindicais se manifestaram contra os contingenciamentos feitos pelo governo federal na educação e a reforma da Previdência.

O ato foi organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), através do movimento estudantil de universidades como a Furb e UFSC, além de institutos federais. Sindicatos de alguns setores de Blumenau e região também estiveram presentes.

A concentração foi na praça Doutor Blumenau às 16h30. Uma hora depois os manifestantes seguiram para a praça do Teatro Carlos Gomes, onde terminou a passeata que bloqueou momentaneamente a rua XV.

“Parte do orçamento da Furb, que dependia do Fies, hoje não tem mais, então a universidade está numa situação crítica”, lamentou Yoana Carmo, representante do movimento estudantil da Furb.

Uma das críticas da manifestação foi ao programa Future-se, proposto pelo governo federal com o objetivo de “fortalecer a autonomia financeira das universidades e institutos federais”. A ideia é que Organizações Sociais façam a gestão das instituições, que teria de cumprir algumas exigências para fazer parte do programa.

A reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional, também foi apontada como prejudicial aos trabalhadores, principalmente às mulheres e aos mais pobres.

Correção

Até as 17h15 desta quarta-feira, 17, o texto informava que o movimento estudantil da UniSociesc era um dos organizadores do movimento. Apesar da presença de um aluno da instituição, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade esclareceu por nota que não pode “aderir a este ato sem que seja discutido a pauta da manifestação em Assembleia Geral, o que não foi possível, devido ao período de recesso escolar”.

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