Marca de Blumenau lança estampa em braile e doa metade do lucro para deficientes visuais

Inspiração surgiu após adolescente cega visitar stand na Feirinha da Servidão

Marca de Blumenau lança estampa em braile e doa metade do lucro para deficientes visuais

Inspiração surgiu após adolescente cega visitar stand na Feirinha da Servidão

Redação

Uma marca blumenauense resolveu inovar para ajudar uma causa. As camisetas Be Happy (“seja feliz”, em inglês), além de serem estampadas em braile, também tem metade do lucro revertido para duas causas para pessoas com deficiência visual.

A Modo Avião foi criada no segundo semestre de 2019 pelo casal André Cantoni e Joice Morastoni. A ideia de lançar a estampa surgiu durante a Feirinha da Servidão, quando uma menina de 16 anos pediu ajuda para a mãe para descrever as estampas.

Mariana Candido, moradora de Itajaí, é uma adolescente que usa sua deficiência visual como tema de debate no Instagram. A modelo já conquistou mais de 28 mil seguidores. André conta que essa cena foi a inspiração para começar a atuar.

 

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“Foi nesse instante que pensamos: por que não fazer uma estampa em braile para que nossas t-shirts possam ser mais inclusivas? Desde o começo, nós queríamos ajudar alguma causa e ter conhecido a Mari, foi o sinal que Deus nos enviou”, conta.

O casal presenteou Mari com uma estampa de gatos, já que ela é fã dos bichinhos, e começou a desenvolver a ideia. A estampa em alto-relevo envolve uma tinta especial e um processo com prensa térmica. Mas, mais importante, permite que deficientes visuais possam ler a mensagem: seja feliz.

As peças, que podem ser adquiridas pela internet ou nas feirinhas de Blumenau, começaram a ser comercializadas em janeiro. Metade do lucro da venda das camisetas é revertido para dois projetos. Conheça mais cada um deles.

Marca sempre está presente nas feiras da Curt e da Servidão. Foto: Arquivo pessoal

Associação dos Deficientes Visuais de Itajaí e Região (Advir)

Fundada há 26 anos por um grupo de amigos cegos, habilita e reabilita cegos totais ou com baixa visão. Dos 770 associados, 90 passam diariamente para atendimento e assistencialismo com duas refeições ao dia.

A Advir oferece aulas de braile, informática adaptada, orientação e mobilidade, AVA (Atividade da Vida Diária), educação física e paradesporto (atletismo, xadrez adaptado, ciclismo e bocha) e estimulação visual.

A manutenção da associação depende apenas de convênios e doações. Atualmente, o único convênio que eles possuem é com o Estado, que auxilia na contratação de professores. Todos os demais custos são bancados por meio de doações.

Projeto Aos Olhos de Duda

Maria Eduarda Gonçalves sofre de hipoplasia (má formação) nos nervos ópticos e nistagmo (tremores). A menina de Gaspar foi diagnosticada ainda bebê e hoje tem nove anos. Na época, o acompanhamento era anual e os médicos diziam a visão dela ia se estabilizar até os cinco anos de idade.

Entretanto, isso não aconteceu e ela foi perdendo a visão aos poucos. Hoje, ela está cega do olho esquerdo e enxerga apenas vultos no olho direito. A esperança dos pais é que um tratamento com células-tronco na Tailândia que reconstrói o nervo doente.

A história da pequena é compartilhada no Instagram e também há uma vaquinha online para arrecadar o valor de R$ 180 mil, necessário para o tratamento, viagem e hospedagem.

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