Ministério Público entra com ação para preservar ponte histórica da rua Arnold Hemmer

Ação civil pública foi registrada depois que o município não fez o tombamento como patrimônio histórico

Ministério Público entra com ação para preservar ponte histórica da rua Arnold Hemmer

Ação civil pública foi registrada depois que o município não fez o tombamento como patrimônio histórico

Julia Schaefer

O Ministério Público ajuizou ação civil pública exigindo que o município, sempre que fizer intervenções na conhecida ponte “Emma Hemmer”, da rua Arnold Hemmer, peça uma aprovação à Fundação Cultural, sob pena de multa. A decisão foi tomada levando em consideração a riqueza histórica da construção.

O promotor André Indalêncio, da 5a Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, autor da ação, explica que a atitude foi necessária visto que o município não tombou a ponte como patrimônio histórico. O Ministério Público busca, assim, garantir que próximas reformas não a descaracterizem.

“A ação visa a proteção da ponte dado seu valor histórico (centenária). A ação foi necessária porque não houve o tombamento pelo município”, afirma.

Durante três anos a ponte ficou interditada por problemas estruturais. Durante esse período, chegou-se a cogitar a transferência da estrutura para outro local, permitindo a construção deu ma ponte nova para a passagem de veículos.

O plano não seguiu adiante e passagem foi liberada para circulação, reformada, em outubro de 2017. A prefeitura fez o reforço das cabeceiras, a reposição do piso e das madeiras que estavam danificadas pelo uso e tempo.

Marcelo Martins/Prefeitura de Blumenau

Depois que a reforma foi feita e a ponte voltou a ter circulação, Indalêncio ajuizou ação civil apenas para que as próximas construções sejam sempre supervisionadas pela Fundação Cultural de Blumenau. Ao que tudo indica, não deve haver dificuldades para conciliação neste caso.

O Presidente da Fundação, Rodrigo Ramos, diz que será feita uma espécie de comissão de profissionais para acompanhar as futuras intervenções. A solução permitirá um monitoramento a longo prazo, independentemente de quem governa o município.

“Envolve museólogo, historiador, arquiteto, o Conselho de Patrimônio Histórico Edificado, entre outros, e isso tudo é conversado para ver qual é o material que vai causar menos impacto visual na manutenção da ponte, procurando resolver o problema causando o menor impacto possível nas características originais”, informa.

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