Morador de Blumenau morre por AVC e mãe acredita que vacina contra Covid-19 foi responsável

Ele havia se vacinado 12 dias antes de falecer

Morador de Blumenau morre por AVC e mãe acredita que vacina contra Covid-19 foi responsável

Ele havia se vacinado 12 dias antes de falecer

Jotaan Silva

Colaborou Gustavo Bruch

O advogado e morador de Blumenau Bruno Oscar Graf, de 28 anos, morreu na última quinta-feira, 26, por conta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) decorrente de uma trombose. A mãe do rapaz, Arlene Ferrari Graf, acredita que a vacina da AstraZeneca, que combate a Covid-19, é que pode ter causado o óbito do filho. Ele foi vacinado no dia 14 de agosto – doze dias antes da morte – no Centro de Vacinação, localizado no Parque Vila Germânica.

Arlene conta que Bruno sentiu fortes dores de cabeça e febre e por isso foi internado na segunda-feira, 23. Na terça, ele teria sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, que trouxe diversas complicações à sua saúde e evoluiu para o óbito dois dias depois.

“Fizeram exame sangue que constatou plaquetas baixas e PCR alto. Suspeitaram de covid ou dengue. Não fizeram nada mais do que dar remédio para aliviar dor de cabeça. (…) Na terça às 19h deu o AVC e não restava mais nada a fazer”, afirmou a mãe.

Pelas redes sociais, Arlene fez uma publicação relatando a morte e a suspeita, além de escrever sobre o filho.

“Bruno foi um filho perfeito em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Filho amoroso, atencioso, prestativo e bondoso. Deus na sua infinita misericórdia nos iluminou com estes quase 29 anos de convivência feliz onde o amor imperou. Não se passou um dia sem que eu o beijasse e dissesse: “filho a mãe te ama. – também te amo mae”…eu amo meus filhos e carinho e beijo fazem parte do nosso dia a dia”, escreveu ela na postagem.

Em outro trecho, ela também ressalta que ela e o pai de Bruno decidiram doar os órgãos dele, para que “outros pais possam sorrir e o coração do Bruno continue a bater”.

Suspeita de reação à vacina

À reportagem, Arlene comenta que na certidão de óbito está descrito que o AVC foi decorrente de uma Trombocitopenia Trombótica Imune (TTI). Por pesquisas feitas, ela encontrou que a causa desta trombose pode ser a vacina.

Além disso, ela comentou que ao falar com os médicos que atenderam Bruno, alguns confirmaram que havia relação com a vacina e outros, com receio, teriam acenado com a cabeça quando ela questionou.

Facebook/Reprodução

Ela ainda relatou que um exame para investigar se a causa da trombose foi a vacina já foi realizado e que estão aguardando o resultado.

“Estou aguardando o resultado de um exame que se chama anti-heparina PF4, que foi para Europa e este deve nos dar uma posição. Porém estou me baseando no conjunto de fatores que resultaram no óbito do meu amado filho”, disse ela à reportagem.

Nossa equipe entrou em contato com o Hospital Santa Catarina, para obter mais informações sobre a causa da morte. Por meio de assessoria de imprensa, o HSC apontou que não irá se pronunciar no momento porque ainda está aguardando resultado de exames investigativos.

O que diz a Prefeitura de Blumenau

Por meio de nota oficial a prefeitura lamentou a morte do advogado e informou que o caso está sendo investigado pela Vigilância Epidemiológica do Município e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive).

Além disso, ressaltou que ainda é precoce afirmar que a causa da morte tenha alguma relação com a primeira dose da vacina aplicada em Bruno.

Confira abaixo a nota na íntegra:

A Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus), lamenta o falecimento de um homem, de 28 anos, no último dia 26 de agosto. O Serviço de Vigilância Epidemiológica do município foi comunicado e está investigando juntamente com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE) as causas da morte.

É precoce afirmar que há relação direta entre a causa da morte e a aplicação da vacina contra o Coronavírus, cuja 1ª dose foi aplicada em 14 de agosto. O poder público reforça seu compromisso com a transparência e lisura no enfrentamento à pandemia de Coronavírus, assim como acontece na Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde (MS), e prestará os esclarecimentos necessários após a averiguação científica e médica de todos os fatos.

O município ressalta, ainda, que realiza o processo de administração das vacinas conforme determinação do MS e do Governo do Estado. Todas as vacinas aplicadas no país foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após inúmeros testes científicos feitos pelos laboratórios responsáveis pela produção de cada marca,antes de ser aplicada na população.

Estudos sobre o tema

Um artigo publicado por especialistas no Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry estudou e constatou uma relação entre a vacina da AstraZeneca e casos de trombose e AVC. A publicação liderada pelo professor David Werring, relatou uma síndrome induzida pela vacina, onde trouxe três exemplos de ocorrência do caso.

Em nota, eles ainda reforçam a importância de monitorar a saúde dos pacientes jovens que forem submetidos a dose.

Pacientes jovens que apresentam acidente vascular cerebral isquêmico após receberem a vacina Oxford – AstraZeneca devem ser avaliados urgentemente para testes laboratoriais (incluindo contagem de plaquetas, dímeros D, fibrinogênio e anticorpos anti-PF4) e avaliação para tromboses venosas coexistentes

Apesar das relações, Hugh Markus, membro Departamento de Neurociências Clínicas da Universidade de Cambridge, lembra que “esses efeitos colaterais são raros e muito menos comuns do que a trombose venosa cerebral e acidente vascular cerebral isquêmico associado à própria infecção por Covid-19, finaliza.


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