Motivação do duplo homicídio no Tribess ainda não está clara

Em entrevista coletiva, Polícia Civil afirmou que Anderson Tadashi Nakamura confessou o crime

Motivação do duplo homicídio no Tribess ainda não está clara

Em entrevista coletiva, Polícia Civil afirmou que Anderson Tadashi Nakamura confessou o crime

Redação

A Polícia Civil ainda não tem clareza sobre os motivos que levaram Anderson Tadashi Nakamura, 27 anos, a matar Inês do Amaral, 57, e Franciele Will, 30, no bairro Tribess, em abril do ano passado.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 22, a cúpula da polícia afirmou que o rapaz confessou o crime. O motivo seria banal: uma discussão com Inês. Franciele teria sido morta porque havia visto Nakamura conversando com a mãe no momento em que saiu de casa.

Nakamura era conhecido da família. Logo após o crime, ele se mudou para Lages, onde estava trabalhando. Na terça pela manhã, o delegado Douglas Barroco Teixeira foi à cidade serrana para ouvi-lo. Ele já tinha indícios de que Nakamura era o autor, como imagens de câmeras de segurança que registraram o rapaz caminhando perto da casa das vítimas.

Após várias horas de interrogatório, o rapaz pediu para conversar com um pastor. Depois, confessou as mortes das duas mulheres. Porém, disse apenas que foi ao local para pedir trabalho, porque estaria desempregado. Durante a conversa com Inês, na manhã de 4 de abril, eles teriam discutido e começaram agressões que terminaram na asfixia da mulher.

Franciele também foi morta naquela manhã, ao chegar em casa para tomar um café com a mãe. A intenção de Nakamura era evitar que ela contasse à polícia sobre a presença dele na casa naquela manhã.

“A investigação não seguiu uma linha normal, uma ameaça ou um crime que teria derivado de algum relacionamento. Teve uma motivação fora do normal, não há uma motivação clara”, disse Teixeira.

“Tudo o que a gente falar vai ser praticamente a versão dele. Nós vamos continuar nas nossas linhas de investigação para demonstrar a principal motivação. Mas que ele frequentava a casa é uma informação muito importante”, afirmou o delegado regional, Egídio Ferrari.

O delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Koerich, também participou da entrevista coletiva.

Contraponto

A reportagem de O Município Blumenau teve acesso ao suspeito preso na manhã desta quarta-feira, 22. Porém, Anderson Tadashi Nakamura não quis responder às perguntas da repórter.

Entre lágrimas, ele afirmou apenas estar arrependido e alegou que perdeu o controle quando a família dele foi ofendida durante a discussão. Entretanto, não entrou em mais detalhes sobre a briga.

O crime

Innês do Amaral e Franciele Will foram assassinadas dentro de casa. A mãe foi morta por asfixia e a filha por golpes de um objeto perfurante no pescoço. O carro de Inês foi encontrado abandonado no bairro Itoupava Norte.

Após o crime, Odair Will, filho de Inês e irmão de Franciele, não conseguiu mais retornar à residência. Foi ele quem encontrou os corpos da mãe e da irmã dentro da casa. Em entrevista para O Município Blumenau ele também disse acreditar que o assassino seja alguém próximo à família.

“Foi alguém conhecido para chegar perto da minha mãe e ela não reagir”, presumiu.

Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio
Artigo anterior
Próximo artigo