Movimentos pró e contra diversidade de gênero organizam manifestações em Blumenau

Protestos são resposta à moção de repúdio aprovada pela Câmara de Vereadores contra evento escolar

Movimentos pró e contra diversidade de gênero organizam manifestações em Blumenau

Protestos são resposta à moção de repúdio aprovada pela Câmara de Vereadores contra evento escolar

Julia Schaefer

Dois movimentos, um contra e outro a favor da discussão sobre diversidade de gênero em escolas, estão marcados para a tarde desta quinta-feira em Blumenau. Ambos são uma resposta à decisão da Câmara de Vereadores, que aprovou moção de repúdio a um evento que será realizado na Escola Estadual Professora Elza Pacheco no dia 14 de novembro. Nele, serão ministradas palestras sobre diversidade de gênero.

Os organizadores já informaram que o evento está mantido e criticaram o que consideram uma “decisão política, e não pedagógica”. Segundo eles, os próprios alunos participaram da escolha dos assuntos.

O movimento que apoia a decisão do parlamento se chama Blumenau pela Família, e terá início às 14h, na Câmara de Vereadores. Já a manifestação contrária, que levanta a bandeira Vamos Falar de Gênero, Sim, será a partir das 13h30, no mesmo local.

A advogada Rosane Magali Martins é uma das organizadoras da movimentação a favor do estudo de gênero nas escolas. Cita o recente caso de Roseli Costa, que morreu depois de ter o corpo incendiado pelo marido. “Isso também é discussão de gênero nas escolas”, indigna-se.

“Enquanto nós temos mulheres, gays, negros, centros de candomblé sendo agredidos, é preciso discutir gênero, diversidade, liberdade religiosa. E nós não somos contra a família, somos contra a família violenta, a família que põe o filho na rua, que queima a mãe”, acrescenta.

Marcelo Mette participará do movimento contrário ao estudo de gênero nas escolas. Segundo ele, para tudo há espaço e local adequado. Acredita que as escolas estão utilizando as crianças como massa de manobra, por meio de uma doutrinação que tem o intuito de destruir a família.

“A escola não é espaço de doutrinar crianças com baboseiras, dando liberdade sexual, as expondo a situações muito explícitas até mesmo para adultos. Estão utilizando uma doutrinação para destruir a família”, diz.

 

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