“Não se transporta de uma só vez o dinheiro e o armamento utilizado nesse assalto”

Polícia Militar concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, em Navegantes

“Não se transporta de uma só vez o dinheiro e o armamento utilizado nesse assalto”

Polícia Militar concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, em Navegantes

Redação

A dificuldade logística de transportar dinheiro, armas e pessoas envolvidas no assalto ao aeroporto Quero-Quero permitiu a operação policial que prendeu parte da quadrilha nesta terça-feira, 19. A avaliação foi feita pela Polícia Militar em uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 19, na sede do 25º Batalhão, em Navegantes.

Participaram o subcomandante geral da PM em Santa Catarina, coronel Cláudio Koglin, o comandante da 3ª Região da PM(litoral), tenente-Coronel Moisés Eduardo Garcia, o comandante do 7ª Região da PM (Vale do Itajaí), coronel Moacir Gomes Ribeiro, e do gerente do Instituto Geral de Perícias (IGP) em Blumenau, Ralf Klotz.

Segundo Koglin, as buscas começaram numa área geográfica abrangente: Blumenau, Pomerode, Jaraguá, Guaramirim, Luís Alves, Navegantes, Ilhota, Gaspar e São João de Itaperiú. Enquanto isso, a PM buscou imagens de câmeras de monitoramento em empresas para traçar o caminho feito pelos bandidos.

“Estávamos seguindo uma possibilidade de que eles tinham feito uma fuga com uma ambulância com as características do Samu, que vinha sendo escoltada por um Fiat Fiorino”, afirmou o subcomandante.

Entre sábado e domingo, a agência de inteligência da PM conseguiu identificar que os veículos foram para a região rural de Ilhota, Navegantes e Luís Alves. Um galpão na região do Morro do Baú chamou a atenção.

Por volta das 5h30 desta terça-feira, a ambulância foi vista saindo do galpão acompanhada de um Prisma branco e um GM Onix prata. Um Fiat Fiorino permaneceu no local. Foi quando a PM desencadeou a operação de buscas.

Três pessoas foram presas e três veículos apreendidos. Um GM Onix, com marcas de tiros, ainda está sendo procurado na região.

Para Koglin, o fato de a quadrilha ainda estar na região se deve à logística de um assalto desse tamanho:

“Não se transporta de uma vez só a quantidade de dinheiro e armamento utilizado, não se extrai da cena do crime de 10 a 15 envolvidos. Isso tudo requer uma logística, certo tempo. Esse dinheiro precisa ser fracionado para não chamar a atenção. A mesma coisa acontece com o armamento”, detalhou Koglin.

Polícia Militar/Divulgação

Investigação

Até o momento, Polícia Militar e Polícia Civil atuaram em linhas distintas de investigação. Koglin afirmou que um relatório com o trabalho feito pelas agências de inteligência até 18h de segunda-feira seria encaminhado nesta terça à Polícia Civil. Porém, a operação de buscas desencadeada nesta manhã impediu que isso ocorresse.

Além do IGP, não havia nenhum representante da Polícia Civil na entrevista coletiva. Por isso, algumas das questões permaneceram sem resposta. Koglin informou que as identidades dos homens presos divulgadas podem ser falsas. Que aparentemente os três são naturais de São Paulo, mas que só a investigação da Polícia Civil poderá determinar se a quadrilha tem envolvimento com algum tipo de facção criminosa.

Os homens presos e os veículos apreendidos foram levados para a delegacia de Navegantes. O delegado Anselmo Cruz, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), foi deslocado ao município para continuar o trabalho de investigação.

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