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Semanalmente, o Núcleo de Informações sobre Medicamentos (Nime), uma proposta de extensão da Furb, publica conteúdos e estudos sobre saúde no portal.

Pandemia pode aumentar o risco de resistência microbiana

Por Carlos luiz de Almeida Junior e Dr. Luiz Henrique Costa

  • NimePor Nime
  • 20/11/2020
  • 20:09
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Semanalmente, o Núcleo de Informações sobre Medicamentos (Nime), uma proposta de extensão da Furb, publica conteúdos e estudos sobre saúde no portal.

Pandemia pode aumentar o risco de resistência microbiana

Por Carlos luiz de Almeida Junior e Dr. Luiz Henrique Costa

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  • 20/11/2020
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O novo coronavírus (Sars-CoV-2) provocou uma situação global conhecida como pandemia, caracterizada pela disseminação e ocorrência de uma doença em todos os continentes do planeta. Neste cenário, que levou ao adoecimento de uma boa parte da população e à internação hospitalar de milhares de pacientes em todo o Brasil, muitos deles com quadros graves de infecções pulmonares e outras complicações, existe uma grande preocupação com a automedicação e o uso indevido ou inadequado de medicamentos, especialmente os antimicrobianos.

De acordo com a OMS, o uso indevido de antibióticos durante a pandemia de Covid-19 pode levar à aceleração do surgimento e da disseminação da resistência microbiana. A doença é causada por um vírus, e não por uma bactéria. Por esse motivo, os antibióticos não devem ser usados para prevenir ou tratar a Covid-19, ou mesmo outras infecções virais, a menos que doenças bacterianas também sejam diagnosticadas.

Mas, segundo a OMS, evidências mostram que apenas uma pequena proporção de pacientes infectados com o novo coronavírus precisa de antibióticos para tratar infecções bacterianas que se desenvolveram no momento de baixa imunidade. Portanto, assim como ocorre em outras infecções virais, notadamente as gripes e resfriados, prescrições incorretas de antibióticos para tratar os vírus ou até mesmo a automedicação podem favorecer o surgimento acelerado e a disseminação da resistência microbiana, criando superbactérias que não respondem aos tratamentos disponíveis atualmente.

Segundo a Diretriz Nacional para o Gerenciamento do Uso de Antimicrobianos em Serviços de Saúde, a resistência microbiana aos antimicrobianos atualmente é uma das maiores preocupações globais em saúde pública, uma vez que antimicrobianos muito usados estão se tornando ineficazes, gerando uma série de consequências diretas e indiretas como, por exemplo, o prolongamento da doença, o aumento da taxa de mortalidade, a permanência prolongada no ambiente hospitalar e a ineficácia dos tratamentos preventivos que comprometem toda a população.

A resistência microbiana aos antimicrobianos atualmente é uma das maiores preocupações globais em saúde pública, uma vez que antimicrobianos muito usados estão se tornando ineficazes, gerando uma série de consequências diretas e indiretas como, por exemplo, o prolongamento da doença, o aumento da taxa de mortalidade, a permanência prolongada no ambiente hospitalar e a ineficácia dos tratamentos preventivos que comprometem toda a população.

A Anvisa exige aos profissionais de saúde, gestores e profissionais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), de maneira objetiva e concisa, que sejam implementadas a elaboração de programas de gerenciamento do uso de antimicrobianos como uma das medidas para a luta contra a disseminação da resistência microbiana aos antimicrobianos no Brasil.

Por esses e outros motivos, todos os anos a OMS promove, entre os dias 18 e 24 de novembro, a Semana Mundial de Conscientização Sobre o Uso de Antimicrobianos. O objetivo da ação é aumentar a conscientização sobre a resistência microbiana e incentivar as melhores práticas entre o público em geral, trabalhadores da saúde e formuladores de políticas para prevenir o surgimento e a propagação de microrganismos resistentes aos antimicrobianos.

De acordo com um relatório organizado pelo Laboratório de Inovação do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (InovaHC/USP), a comercialização de medicamentos ilegais se acentuou durante a pandemia de Covid-19. E, neste contexto, os antibióticos ocupam o topo do ranking de apreensões de medicamentos falsificados em alfândegas, correspondendo a 37% do total.


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