O prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari, se manifestou na manhã desta segunda-feira, 8, sobre a Policlínica Regional, prevista no Novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.
Ele inicia o vídeo afirmando que o governo federal está oferecendo R$ 30 milhões apenas para construir a policlínica, mas questiona quem vai manter a estrutura após a entrega.
“Para manter a estrutura funcionando tem que pagar médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, luz e água. A conta é grande, coisa de pelo menos R$ 2 milhões por mês. Essa conta vai cair no colo da Prefeitura de Blumenau, ou seja, em mais ou menos um ano e meio a gente vai gastar mais do que todo o recurso que o governo federal está prometendo”, diz Egidio.
Ele ainda pontua que a Policlínica é regional e atenderá os municípios da região. Contudo, ele questiona: “mas será que teria alguém para dividir essa conta com a gente?”.
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O prefeito ainda afirma que há 11 anos o governo federal não reajusta o teto MAC (Média e Alta Complexidade), recurso que é destinado para procedimentos como tomografias, ressonâncias e cirurgias.
“Mesmo a nossa cidade atendendo cada vez mais gente, o dinheiro que eles mandam é o mesmo de 11 anos atrás. Resultado? Um déficit de R$ 27 milhões”. Segundo ele, a prefeitura precisou cobrir a diferença entre os valores dos procedimentos e o que é repassado pelo governo.
Contudo, o prefeito afirma que trabalha em uma solução e cita o Hospital Universitário da Furb que, segundo ele, já está pronto. No local serão realizados atendimentos de pronto-socorro, exames de imagem, exames laboratoriais e cirurgias de baixa e média complexidade.
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Policlínica Regional
Conforme consta no documento do governo federal, que detalha o projeto para construção das Policlínicas Regionais, a estrutura terá 3,1 mil metros quadrados. O local ofertará serviços para atender as especificações da região, conforme a realidade epidemiológica e o vazio assistencial. Com isso, as policlínicas regionais poderão ter equipes e equipamentos diferentes, buscando atuar na continuidade do cuidado oferecido na Atenção Primária à Saúde.
Conforme as especificações do projeto, o pavimento térreo terá uma área útil de 2.910 m² e o pavimento superior com área de 219 m², totalizando os 3.129 m², além de uma área de abrigos e equipamentos mecânicos de 84 m².
No projeto, o governo federal ainda comenta como será o custeio futuro dos serviços após a conclusão das obras: “o apoio financeiro federal para custeio dos serviços de saúde vinculados aos equipamentos entregues ou obras construídas observará os requisitos, critérios e condições para custeio previstos nas normas sobre financiamento das políticas e programas a eles associados, observada a disponibilidade orçamentária e financeira do Ministério da Saúde. Importante lembrar que as despesas de custeio no âmbito do SUS são de responsabilidade tripartite”.
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