O que se sabe até o momento sobre o assalto na agência do Bradesco, em Blumenau

Caso que envolveu diversos reféns é investigado pela Deic de Florianópolis

O que se sabe até o momento sobre o assalto na agência do Bradesco, em Blumenau

Caso que envolveu diversos reféns é investigado pela Deic de Florianópolis

Alice Kienen

Quem estava na rua Doutor Pedro Zimmermann na manhã da última sexta-feira, 6, acompanhou de perto a movimentação atípica na região. Uma agência do banco Bradesco da Itoupava Central foi alvo de um assalto que terminou com quatro pessoas levadas como reféns e um tiroteio que durou minutos.

A investigação está sendo feita em parceria entre a Polícia Civil de Blumenau e a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis. Apesar de as informações serem sigilosas até a finalização do inquérito, o delegado Egídio Ferrari já adiantou que ninguém foi preso até o momento.

“Ainda estamos tentando buscar imagens para ter uma noção do início, meio e fim do roubo e junto a isso os depoimentos das vítimas e testemunhas”, explica o delegado Rodrigo Raitez, responsável por ouvir as pessoas em Blumenau.

Ação dos bandidos

Eram cerca de 11h quando moradores da região começaram a divulgar fotos e vídeos do roubo, que terminou antes da chegada da polícia – testemunhas acreditam que a ação tenha durado cerca de cinco minutos.

Os funcionários e clientes da agência foram usados como escudo humano para a saída dos assaltantes. Dois vigilantes e dois clientes foram levados pelos criminosos. Um no capô e outros três na parte traseira da caminhonete Nissan Frontier.

Um vídeo feito por um motorista que passava pela região mostra o momento em que as pessoas formam um cordão humano para interditar a via e proteger a caminhonete e os bandidos fogem atirando para cima.

O vigilante que estava no capô logo caiu do carro, já na saída do veículo. Os outros três tiveram de saltar do automóvel na rua Gustavo Zimmermann, a menos de um quilômetro do banco. O motorista reduziu a velocidade para que as vítimas pudessem pular.

De acordo com trabalhadores ligados ao banco, o valor levado seria de R$ 500 mil. Odair Batista, um dos funcionários feitos de refém, afirmou que tudo foi completamente inesperado e que os momentos de terror paralisaram o restante dos presentes.

Veículos utilizados

Eles fugiram do local em uma Nissan Frontier com placas de Joinville, que foi abandonada e incendiada na rua Emilio Roweder, no bairro Belchior, em Gaspar.

A caminhonete foi trocada por um HB20 em Gaspar. Os dois carros tinham registros de roubo e placas clonadas.

Comparações a outros assaltos

Casos dessa magnitude sempre lançam o olhar da população para comparar com outros grandes assaltos. O primeiro a ser feito foi com um assalto que ocorreu em São Paulo na madrugada do mesmo dia. Ambos ocorreram em agências do Bradesco com bandidos fortemente armados e a população sendo usada como escudo.

Outro caso memorável que ocorreu em Blumenau e voltou à tona neste fim de semana foi o assalto ao Aeroporto Quero-Quero. Entretanto, tanto o delegado Ferrari quanto o delegado estadual Anselmo Cruz afirmam que ainda não há evidências de que haja alguma relação entre os roubos, mas a possibilidade está sendo investigada.

De acordo com Cruz, crimes dessa espécie estão sendo muito comuns em outros estados, especialmente na região Nordeste do país, entretanto Santa Catarina ainda estava fora deste cenário.

“Chama a atenção, até porque eles fazem isso em plena luz do dia, aos olhos de todos! E com truculência”, afirma.

Atendimento às vítimas

Os funcionários e clientes que estavam na agência no momento do assalto serão amparados por apoio psicológico. O Sindicato dos Bancários se comprometeu a ir até o local nesta segunda-feira, 9, para instruir os trabalhadores sobre os direitos deles após uma situação desse tipo.

 

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