Operação combate fraude em relógios de energia elétrica em Blumenau

Foco são empresas da região que adulteravam medidor de consumo para pagar menos

Operação combate fraude em relógios de energia elétrica em Blumenau

Foco são empresas da região que adulteravam medidor de consumo para pagar menos

Redação

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Blumenau, Jaraguá do Sul, Chapecó, e Indaial em uma operação organizada pelo Gaeco de Chapecó para localizar empresas da região que adulteram o relógio de energia elétrica. Investigações indicam que empresários chegaram a pagar R$ 20 mil para criminosos falsificarem os relógios, resultando em contas de energia muito mais baixas que o consumo real.

Em apenas um dos locais de busca, foram apreendidos cerca de 30 medidores de energia de origem ilícita, além de cheques e dinheiro que serão posteriormente contabilizados. O Gaeco acompanhou durante três meses todos os passos do grupo criminoso. Nesse período foram identificados pelo menos 35 estabelecimentos comerciais beneficiados pela fraude. Pelas investigações, demonstrou-se que a associação, composta por pelo menos sete integrantes, atuava há mais de dois anos em Santa Catarina.

Conforme o gerente regional da Celesc, Cláudio Varella, a Celesc vinha percebendo o problema desde o ano passado, quando começou a fiscalização. De 800 empresas verificadas na região de Blumenau (16 municípios), 10% tinham irregularidades.

“A gente está identificando cada vez mais. Pessoal entende que a energia está cara e fica adulterando o relógio de energia elétrica para pagar menos. Isso aqui virou uma indústria da adulteração de medidor, tem empresa aí ganhando R$ 50 mil para adulterar medidor de empresas”, protesta Varella.

A investigação

A investigação começou na 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, que batizou a operação de Meia Conta. Foram cumpridos quatro mandados de prisão, 17 mandados de busca e apreensão e uma condução coercitiva nas cidades de Blumenau, Jaraguá do Sul, Indaial e Chapecó Blumenau.

Estima-se que foram centenas o número de estabelecimentos comerciais que tenham se beneficiado com a atuação do grupo criminoso. O número exato, assim como a dimensão do prejuízo causado, somente será passível de aferição após avaliação da Celesc.

Também participam da operação, técnicos da Celesc apoiados por Peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP). Nos próximos dias, equipes da concessionária de energia vão permanecer em campo para averiguar os estabelecimentos identificados durante a operação.

O Gaeco é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Fazenda.

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