Pesca no Itajaí-Açu em Blumenau: conheça quem pratica e inclusive consome os peixes do local

Pesca é feita com isca natural, artificial e até sem isca

Pesca no Itajaí-Açu em Blumenau: conheça quem pratica e inclusive consome os peixes do local

Pesca é feita com isca natural, artificial e até sem isca

Jotaan Silva

Além de abastecer a água para toda Blumenau, o rio Itajaí-Açu reforça em outros diversos aspectos a importância para a cidade. Em junho deste ano, por exemplo, o jornal O Município Blumenau publicou um guia ilustrado mostrando 50 exemplos – dentro de um número incalculável – de espécies de animais que existem no rio e ao redor dele.

Entre os diversos peixes que foram destacados, alguns são alvos frequentes de pescadores distribuídos pela cidade e região. Aliás, essa variedade de espécies é o principal atrativo para quem lança o anzol no rio Itajaí-Açu.

“Além dos peixes nativos como cascudo, mandi, parati, a gente tem vários outros que vem das lagoas devido a quantidade de cheias que a gente teve na cidade. Então se encontram muitas espécies também como robalo, tilápia, traíra, pintado e por aí vai”, destaca Rafael Montibeller, pescador de 34 anos.

Rafael pesca desde criança, quando ia para o rio junto com seu pai, tios e amigos. O tempo passou e além de continuar com o hábito, o trabalho dele depende disso. Com uma loja de artigos para pescaria no Centro de Blumenau, ele acabou conhecendo muitos grupos de pescadores que desbravam o rio Itajaí-Açu atrás de peixes.

Segundo ele, há dois grupos bem segmentados na pescaria blumenauense. Aqueles que utilizam a isca artificial e acabam querendo mais ação e o fazem mais por diversão, e os pescadores de isca natural, que normalmente, além do lazer, também se alimentam de suas pescarias.

Edimar Rohling é um dos pescadores que experimentou todas as vertentes, com isca natural, artificial e até sem isca. Ele, que atualmente mora em Cascavel, no Paraná, relata que quando morou em Blumenau aproveitou bastante o rio Itajaí-Açu.

“Aí é diferente daqui, devido à maré e já aqui não tem essa questão. Mas pesquei tilápia de bons tamanhos. Tem uma variedade muito boa”, afirmou.

Edimar Rohling/Arquivo pessoal

André Luís Dias é outro pescador blumenauense. Ele conta que o lugar preferido dele e dos amigos é na região do Dique da Fortaleza, onde eles acabam atuando também como preservadores da região.

“A gente sempre faz o trabalho de roçagem, tiramos muito lixo que são jogados lá. E olha, a gente já jogou muita ração lá também, e melhoramos muito a quantidade de peixes, que estava diminuindo”, afirmou.

André Luís

Ele também coloca a variedade de espécies como um dos principais atrativos pra pescar no local. Segundo André, mesmo pescando em outras cidades, é na região do Dique da Fortaleza que ele encontra mais diversidade e se sente mais a vontade.

Peixes podem ser comidos?

Como o próprio André destacou, por diversas vezes eles precisam limpar as margens e o próprio rio, devido aos lixos que são dispensados ali. Além disso, a poluição do rio Itajaí-Açu também é visivelmente percebida.

Mesmo assim, os pescadores não acreditam que os peixes tenham qualquer tipo de contaminação que fará mal à quem comê-los.

André conta que na maioria das vezes eles acabam devolvendo os peixes fisgados para o rio. Porém, há situações específicas que ele e os colegas se alimentam da pesca ou levam para casa para os familiares e colegas.

“Quando a gente não devolve pro rio, ou fazemos na hora ou levamos pra casa. Nunca deu qualquer problema, então tenho bastante confiança. Até porque se não tivesse, se não fosse saudável, não oferecia pro meu filho pequeno, por exemplo”, explicou.

Edimar Rohling/Arquivo pessoal

De acordo com o secretário Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade de Blumenau, Jefferson Voigtlaender, o município faz o acompanhamento frequente da qualidade da água do rio Itajaí-Açu. Porém, que os resultados dos testes realizados não possuem relação com o peixe ser propício ou não a alimentação.

“Nós fazemos coletas e análises da água nas principais pontas do rio. Testamos balneabilidade, entre outras situações, o Samae também faz esse trabalho. Mas com relação aos peixes não temos como dizer se é seguro ou não”, afirmou Jefferson.


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