Polícia prende homem que matou ex-companheira em Gaspar

Familiares informaram a polícia que ele retornou ao local do crime

No fim da noite desta terça-feira, 5, o homem suspeito de matar Dalva Paterno, de 56 anos, sua ex-companheira, em Gaspar, foi preso na casa onde cometeu o crime na segunda-feira, 4.

Após o feminicídio, foi instaurado inquérito policial pela Polícia Civil. Ainda na segunda-feira, após diligências das forças de segurança, o delegado Filipe Martins, responsável pelo caso, representou pela prisão temporária do investigado, medida esta referendada pelo Ministério Público e decretada pelo Poder Judiciário.

No fim da noite de terça, a família reportou ao delegado que o investigado teria retornado para a casa onde matou a companheira. Foi realizada imediata troca de informações com a Polícia Militar, que mobilizou as equipes de prontidão e conseguiu capturar o investigado na rua Olga Bohn.

Segundo a PM, ele tentou novamente fugir em direção a área de mata, mas foi rapidamente contido pelas equipes da que realizavam o cerco nas proximidades do local onde cometeu o feminicídio.

O suspeito foi levado ao presídio e as investigações continuam para apurar todas as circunstâncias do crime.

O crime

A vítima era operadora de máquinas na empresa Círculo, além de ter sido mãe de três filhos.

Conforme informações da Polícia Civil, ele já havia sido preso duas vezes por violência doméstica. Após o crime, a Polícia Militar tentou prender o homem, que fugiu para uma área de mata, deixando a bicicleta no local.

Segundo a investigação, a motivação do feminicídio foi a separação. A vítima havia decidido encerrar o relacionamento, o que não era aceito pelo agressor.

No fim do mês passado, ela registrou boletim de ocorrência e obteve medida protetiva de urgência. Segundo familiares, o homem descumpriu a medida desde sábado, 2.

Segundo a investigação, uma criança de 8 anos presenciou a agressão. No local, foi encontrada uma assadeira e a vítima apresentava perfurações no corpo.

Assim, a equipe policial apurou que a mulher pode ter sido agredida na cabeça com a assadeira e ferida nas costas com um objeto cortante, possivelmente uma faca.

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