Prefeitura de Blumenau oferece aos servidores o reajuste da inflação a partir de 2019

Sindicato fará assembleia para discutir o assunto

Prefeitura de Blumenau oferece aos servidores o reajuste da inflação a partir de 2019

Sindicato fará assembleia para discutir o assunto

Redação

A negociação entre prefeitura de Blumenau e Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb) sobre a data-base da categoria promete ser dura neste ano. Numa reunião terça-feira, 15, o município ofereceu aos servidores o reajuste da inflação, mas só a partir de 2019.

Ou seja, de maio a janeiro a categoria não teria reajuste salarial. O sindicato exige o pagamento integral do INPC, além de outras 24 reivindicações. O município alega que a crise econômica gerou queda na arrecadação e que a receita deste ano está R$ 20 milhões abaixo do orçado.

A administração municipal elencou outras razões para o ano de aperto: um crescimento vegetativo da folha de pagamento de 3,72% ao ano, o equivalente a aproximadamente R$ 21 milhões, os custos para manutenção do Instituto Municipal de Seguridade Social do Servidor de Blumenau (Issblu) e o pagamento de promoção de desempenho referente à data-base de 2004.

“Quando assumimos a prefeitura, sempre dissemos que trabalharíamos com cuidado e zelo pelos recursos públicos, e é o que continuarei fazendo. Sei e reconheço a importância que os servidores têm para o andamento do município e é justamente por isso que apresentamos a proposta de reajuste para janeiro de 2019, abrangendo o vale-alimentação. Até lá, honrarei com a folha de pagamento, 13º salário, férias e continuidade de obras e serviços prestados à população”, justificou o prefeito Mário Hildebrandt.

Sindicato fará assembleia no dia 29

O presidente do Sintraseb, Sérgio Maurici Bernardo, disse que o sindicato não está de acordo com a oferta da prefeitura. Haverá uma reunião com representantes dos funcionários na próxima semana, e no dia 29, às 15h30, acontecerá uma assembleia com os funcionários.

“Começou (reunião com prefeitura) e terminou dizendo que é uma decisão de governo. Ou seja, o governo decidiu onde vai botar o dinheiro, e não é para os trabalhadores”, criticou o sindicalista.

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