Projeto de trevo entre a BR-101 e a Antônio Heil deve ficar pronto até outubro

Ordem de serviço foi assinada e governo federal autorizou desapropriações

Projeto de trevo entre a BR-101 e a Antônio Heil deve ficar pronto até outubro

Ordem de serviço foi assinada e governo federal autorizou desapropriações

Após meses, o projeto de engenharia rodoviária para a obra do trevo de acesso à BR-101, em Itajaí, deverá ficar pronto até o começo de outubro. Ele deverá conter as diretrizes para a construção das alças de acesso.

O governo estadual assinou a ordem de serviço com a Gtech Engenharia, de Curitiba (PR), no dia 4 deste mês. O prazo para elaboração é de 120 dias.

O trevo será uma ampliação do já existente, entre a rodovia Antônio Heil (SC-486) e a BR-101. Com a duplicação da Antônio Heil, o fluxo de veículos ao mesmo tempo no local aumentará, por isso a ampliação, com mais alças de acesso, é vista como primordial.

De acordo com a Secretaria de Estado da Infraestrutura, a obra ainda não tem uma data definida para começar. Após o projeto ser entregue, em outubro, será feita nova licitação para escolher a executora da obra.

Segundo já informado anteriormente pelo governo, a previsão de execução da obra é de 14 meses. O prazo começará a contar quando as máquinas estiverem na pista, o que ainda está longe de acontecer.

O processo para a construção do trevo se arrasta há mais de um ano. Durante esse período, chegou-se a aventar a possibilidade de o governo estadual optar por uma estrutura mais simples, já que o projeto completo é mais caro. Mas a secretaria estadual informa que a Gtech fará um projeto prevendo o trevo completo.

Todo o pacote de obras na Antônio Heil e na BR-101 é orçado em mais de R$ 180 milhões. Apenas as alças de acesso têm custo de cerca de R$ 50 milhões.

De acordo com o governo do estado, a obra será financiada em parte pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Desapropriações
Em março deste ano, mais um passo foi dado no caminho burocrático da atrasada obra. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou que o estado começasse as desapropriações.

O processo de desapropriar as terras no entorno do elevado da BR-101 acontecerá somente depois que o projeto ficar pronto. É uma das fases mais complexas em obras públicas e, via de regra, demorada.

As desapropriações serão negociadas diretamente com os proprietários de imóveis no entorno do entroncamento. A responsabilidade pelos contatos será do Deinfra e da Prefeitura de Itajaí.

A autorização ocorreu 11 meses depois de uma reunião na qual já havia sido decidido que a ANTT publicaria o aval para o processo. Neste encontro em abril de 2017, estiveram presentes o prefeito e o vice de Brusque, Jonas Paegle e Ari Vequi. Quase um ano depois, a agência nacional cumpriu o prometido.

Sem entraves
O secretário de Estado da Infraestrutura e presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo França, esteve neste mês na Associação Empresarial de Itajaí (Acii) para falar do projeto.

França afirmou que os trâmites para a continuidade da obra já foram superados. O principal problema era que a Autopista Litoral Sul – concessionária da BR-101 – havia pedido a inclusão de uma ponte no projeto.

Contudo, após longas tratativas, a Autopista aceitou ficar responsável pela ponte, para que o projeto original não fosse alterado. Se o fosse, prejudicaria a obtenção de recursos no BID.

Outros pontos
França foi cobrado sobre alguns pontos da duplicação da Antônio Heil durante a reunião na associação empresarial. A entidade levantou questões como a falta de acessos ao bairro Itaipava, o que tem causado prejuízo ao comércio.

França também ouviu reclamações sobre a falta de travessias para a comunidade, principalmente para os trabalhadores e crianças em idade escolar. O secretário recomendou que a prefeitura itajaiense formasse uma comissão com o estado para ver o que é possível mudar para melhorar a duplicação.

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