Quem é o repórter blumenauense que cobre a Copa do Mundo da Rússia para a Fox Sports

Conheça a trajetória de João Venturi, o ex-assessor de imprensa do BEC que agora cobre a Seleção Brasileira

Quem é o repórter blumenauense que cobre a Copa do Mundo da Rússia para a Fox Sports

Conheça a trajetória de João Venturi, o ex-assessor de imprensa do BEC que agora cobre a Seleção Brasileira

Julia Schaefer

Para um jornalista esportivo brasileiro, cobrir a Copa do Mundo de futebol é o suprassumo da profissão. Até 2014, poucos profissionais tinham o privilégio de presenciar e relatar o evento. O blumenauense João Venturi era mais um a sonhar com viagens, estádios modernos e estrelas da bola convivendo lado a lado.

Quatro anos atrás, o sonho se realizou em parte. Ele trabalhou para a Fox Sports na cobertura da Copa no Brasil. Agora, na Rússia, Venturi completou a façanha: viajou para um país distante e, ainda por cima, alcançou posição de destaque. Desde o dia 27, sua missão é cobrir a Seleção Brasileira.

Reprodução

João Venturi nasceu e morou em Blumenau até os 22 anos. Ele se formou em Jornalismo pela Univali, de Itajaí, em 2006, e logo começou a trabalhar na então RBS TV Joinville. Antes disso, ainda na faculdade, teve o primeiro contato com o mundo das notícias esportivas. Assessorou o Blumenau Esporte Clube.

“Eu ficava impressionado quando algum jornalista me ligava para pedir alguma informação, e hoje eles são meus amigos”, conta.

Na Copa do Mundo de 2010, ainda em Joinville, ele chegou à conclusão de que precisaria ter fluência em inglês se quisesse cobrir a Copa no Brasil. Por isso, decidiu largar tudo e ir para Londres.

Lá, além de estudar, teve experiências em uma agência de notícias e como apresentador e editor-chefe de um noticiário da TV Record voltado à comunidade luso-brasileira em Londres.

Quando decidiu voltar ao Brasil, desembarcou no Rio de Janeiro. Foi quando conseguiu uma oportunidade na Fox Sports, empresa em que trabalha até hoje. A primeira cobertura de Copa do Mundo, em casa, traz lembranças especiais.

“Poder ter entrevistado diversos jogadores foi como sonhar acordado”, relata.

A barreira do idioma na Rússia

Quando perguntado sobre os desafios de cobrir a Copa em um país tão distante, Venturi não pestaneja ao dizer: o idioma. São poucos os russos que falam inglês, o que exige cuidado redobrado antes de dizer qualquer coisa. Por causa disso, tudo se torna mais desafiador, inclusive no dia a dia jornalístico. Se nada der certo…

“Aí a gente tem que se virar na mímica”, ri.

Além disso, é necessário perceber as diferenças culturais, e saber respeitá-las. No dia 22 de junho Venturi tentou gravar uma passagem em frente à Praça Vermelha, em Moscou, mas ela estava fechada. Foi quando ele descobriu que o dia era de homenagem a vítimas da Segunda Guerra Mundial.

“Tá todo mundo respirando Copa, mas você precisa entender o país, a cultura deles. E eles não abrem mão”, elogia.

A verdadeira Rússia

Para Venturi, a estratégia de Vladmir Putin em receber a Copa é clara e legítima: mostrar para o mundo a verdadeira Rússia, um país desenvolvido, organizado, bem estruturado.

“Nós que moramos no Ocidente temos uma visão muitas vezes manipulada de como é a Rússia. Quando pisamos aqui vemos que é um país sensacional, é lindo. As pessoas param na faixa, têm respeito, as ruas são limpas…”, impressiona-se.

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Copa no Brasil x Copa na Rússia

Segundo o jornalista, o calor dos brasileiros é algo incomparável. Porém, mesmo que os russos não sejam tão apaixonados por futebol, é possível perceber evolução.

“Apesar de o país não ter a cultura do futebol, há estádios de primeiro mundo. Se você saía nas ruas no Brasil e sentia nas pessoas o calor, aqui você não vê isso, mas é emocionante estar em outro país, com uma série de desafios”.

Brasileiros em foco

Brasileiro é atração na Rússia, diz João Venturi. Basta alguém abrir uma bandeira do Brasil para atrair câmeras fotográficas e smartphones. O jornalista conta um episódio em que pediu para gravar um pequeno vídeo com brasileiros que estavam em um bar na Rússia. Eles entrariam ao vivo no Bom dia Fox.

“Eu terminei de gravar a selfie, e os caras não conseguiam mais parar para tomar cerveja, porque viraram o centro das atenções. Todo mundo parava para bater foto, é impressionante”, relata.

Seleção Brasileira

O blumenauense ficou sediado em Moscou durante a primeira fase da Copa. Desde o dia 27, porém, foi para Sochi, onde está a Seleção Brasileira. A partir de agora, Venturi vai seguir os passos do time nacional. Deve ficar na cidade até pelo menos 5 de julho.

Se ele ficará até a final, vai depender do desempenho dos comandados do técnico Tite. Para Venturi, uma hipótese nada improvável. Ele acredita que Brasil e Espanha farão a decisão.

“Essa seleção do Tite é sensacional. Está engrenando, vai ganhar corpo durante a Copa. Tem muita chance de o Brasil ser campeão”, afirma.

 

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