Saiba o que é e como utilizar o Pix, novo sistema de pagamentos e transferências instantâneas

Assessor de investimentos comenta sobre o serviço, que deve ser aberto à população em 16 de novembro

Saiba o que é e como utilizar o Pix, novo sistema de pagamentos e transferências instantâneas

Assessor de investimentos comenta sobre o serviço, que deve ser aberto à população em 16 de novembro

Redação

O Pix, novo sistema de pagamentos e transferências instantâneas, será gratuito para pessoas físicas e irá funcionar de forma parecida com as transferências TED e DOC. Há diversas vantagens verificadas quanto ao uso desta tecnologia, como o acesso mais simples e a transferência com recebimento praticamente imediato. Sem restrições, o Pix pode ser utilizado a qualquer dia e horário.

O sistema vai entrar em operação a partir de 3 de novembro, ainda em fase experimental, para um número reduzido de clientes e em horário limitado. A abertura a toda a população será feita a partir de 16 de novembro.

Em um instante

As transações feitas pelo Pix serão compensadas instantaneamente. A exceção está nas suspeitas de fraude, com pagamentos e transferências demorando até 30 minutos para serem verificados. As transações podem ser feitas pelos aplicativos de bancos e de pagamentos para celular ou pelo internet banking em computadores.

O que são as chaves do Pix

Um dos fatores que torna o Pix mais rápido é a menor quantidade de dados do beneficiário como requisitos. Os usuários podem cadastrar entre uma e cinco chaves associadas a uma conta bancária. Com a chave, é possível localizar o destinatário do pagamento sem outros dados de identificação.

Poderão ser usados como chave o CPF, o CNPJ, o número do celular, um endereço de e-mail ou um código de 32 dígitos, chamado EVP, gerado especificamente para o Pix. Basta informar a chave do beneficiário para que o sistema localize o recebedor do pagamento e realize a transação. Caso não haja uma chave, há a necessidade de repasse dos dados bancários.

O código EVP permite receber pagamentos sem informar nenhum dado pessoal, sendo um código com letras e números, criado especificamente para as transações por meio do Pix. O código aleatório vai possibilitar ainda a geração de códigos de barra do tipo QR Code, que podem ser lidos por câmera de celular para fazer pagamentos. Os códigos podem ser fixos ou variáveis.

Cuidados

Na primeira semana de cadastramento de chaves, criminosos aproveitaram para criar sites falsos de cadastramento das chaves do Pix. Nos golpes, os links são enviados por SMS, redes sociais ou e-mail. É solicitado o download de aplicativos que dão acesso remoto ao aparelho das vítimas.

O Banco Central orienta os clientes a cadastrarem as chaves Pix apenas nos canais oficiais das instituições financeiras. O registro é feito somente nos aplicativos ou nos sites das próprias instituições dos bancos, das fintechs (startups do sistema financeiro), das cooperativas de crédito e das financeiras.

Quem pode oferecer

Os usuários podem cadastrar as chaves fazendo contato com as instituições cujos serviços utilizam. Bancos, instituições financeiras e plataformas de pagamento estão aptos a fazer transações pelo Pix.

Limites

Os valores que poderão ser transferidos pelo novo sistema vão variar de acordo com o perfil de cada cliente, do mesmo modo que com outros serviços bancários. De acordo com a regulamentação do Banco Central, os limites variam de 50% do valor das transferências tipo TED até o valor autorizado para compras em débito.

Os limites vão variar de acordo com o dia da semana e o horário em que for utilizado o serviço. O Pix vai funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana. As transferências e pagamentos também podem ser agendadas, como já ocorre com outras modalidades.

Tarifas

O Pix é gratuito para transferências ou recebimento por pessoas físicas. Poderão ser cobradas tarifas caso o sistema seja usado como meio de recebimento para vendas de produtos ou serviços. As instituições podem ainda tarifar o uso presencial ou por telefone do sistema.

As instituições são livres para tarifar os usuários pessoas jurídicas (empresas).


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