Sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo pede autorização para “catraca livre” em Blumenau

Categoria fez pedido oficial a Prefeitura de Blumenau

Sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo pede autorização para “catraca livre” em Blumenau

Categoria fez pedido oficial a Prefeitura de Blumenau

Jotaan Silva

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Blumenau (Sindetranscol) protocolou um ofício na Prefeitura de Blumenau na manhã desta quinta-feira, 5, solicitando autorização para realizar “catraca livre” durante as manifestações da categoria.

O objetivo é que ao invés de realizar paralisações como forma de pressionar a empresa, os trabalhadores continuem trabalhando sem cobrar o valor das passagens dos usuários.

“Diante da negativa da empresa Piracicabana/Blumob para negociação coletiva de trabalho, por ocasião da data-base, tudo indica que a categoria será obrigada a deflagrar a greve já decidida pela categoria. Autorizando a CATRACA LIVRE, só quem realmente prejudica a cidade e causa instabilidade terá prejuízos”, destacou o Sindetranscol, por meio de nota.

Em entrevista ao jornal O Município Blumenau, o assessor do sindicato, Ricardo Freitas, explicou que, por contrato de trabalho, eles não podem realizar a catraca livre sem que tenham autorização do município ou da Justiça. Ainda segundo ele, se isso for feito sem as liberações, os trabalhadores correm o risco de serem responsabilizados pelos valores perdidos e demitidos por justa causa.

Além de pedir autorização para realizar a manifestação desta forma, o sindicato também solicitou que a Secretaria de Trânsito e Transportes participe das negociações, fazendo uma espécie de mediação entre trabalhadores e Blumob.

Negociações

O Sindetranscol encaminhou a proposta de reajuste salarial anual ainda em maio, já que a data-base da categoria é 1º de julho. O pedido foi de reposição da inflação, de acordo com dados do INPC, sem aumento real.

Porém, os representantes do sindicato apontam que desde então a Blumob não respondeu e nem fez contraproposta aos trabalhadores. “Apenas mandaram diversos documentos com números, dados, mas nada referente a negociação salarial”, explicou Léo Bittencourt, advogado do Sindetranscol.

Em nota divulgada à imprensa na última terça-feira, 3, a empresa apontou que está aberta para negociar e que é contrária as paralisações e manifestações realizadas pelo sindicato.


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