Sortudos: blumenauenses contam como foi descobrir que receberam dose única contra Covid-19

Surpresa foi grande, mas positiva e muito bem vinda

Sortudos: blumenauenses contam como foi descobrir que receberam dose única contra Covid-19

Surpresa foi grande, mas positiva e muito bem vinda

Alice Kienen

A vacina da Janssen, produzida pela Johnson & Johnson, começou a ser aplicada em Blumenau no último sábado, dia 26. Até esta quarta-feira, 30, 2.771 moradores da cidade já haviam recebido a dose única. Cerca de 2.630 doses foram enviadas ao município na semana passada.

Como não há critério para aplicação do imunizante, a seleção se torna aleatória. Dessa forma, os que acabam recebendo uma dose da vacina da Janssen são os novos ganhadores da “loteria” durante este período de pandemia.

Alguns dos felizardos compartilharam a experiência com O Município Blumenau e relataram a boa surpresa que foi descobrir que não precisariam voltar para estarem completamente imunizados. Confira alguns relatos:

Superando o medo de agulha

A jovem confeiteira Sharla Schreder sofre de um medo muito comum: agulhas. Ela acabou indo se vacinar por insistência do pai. Como ela irá passar por uma operação em breve, ele estava preocupado que ela fosse contaminada após a cirurgia.

“Quando a senhora que me atendeu explicou qual seria a vacina e que seria dose única, fiquei muito aliviada. Nem imaginava, já tinha ido com a mente de ter que retornar depois”, relembra.

Apesar de não morar com ninguém do grupo de risco, a blumenauense de 21 anos convive com a cunhada diabética todo fim de semana. Com uma bebê de nove meses, ela está com vacinação marcada para o fim desta semana.

“Como eu trabalho em casa é muito difícil sair. Minha maior preocupação sempre que saio pra jantar ou vou ao mercado são as duas. Agora me sinto mais aliviada”, conta.

Arquivo pessoal

Brincadeira que virou realidade

Lucas Siqueira, de 29 anos, é servidor municipal e tem duas filhas. A esposa, por trabalhar em uma farmácia, já estava imunizada. Por isso, foi uma grande alegria para o morador de Blumenau descobrir que ficaria protegido ainda mais rápido.

Quando agendou a vacinação, ele já tinha consciência de que havia doses da Janssen no estado, mas nem sabia que elas já haviam sido enviadas ao município. Ele chegou a brincar com a companheira que receberia a dose única, sem saber que a piada se tornaria realidade.

Dado Ruvic/Reuters

“Quando a moça que foi aplicar me disse, foi uma surpresa boa. Quanto mais rápido a gente tá imunizado contra esse vírus, melhor. Saber que a vacina já tá começando a fazer efeito me deixa feliz”, relata.

O casal agora respira aliviado, sabendo que os dois não devem correr maiores riscos. Especialmente no caso de Lucas, que possui uma comorbidade. Ainda assim, manterão os cuidados até que a pandemia esteja mais controlada.

“É claro que a vontade seria abandonar as máscaras, mas a rotina de cuidados permanece. Se Deus quiser, logo tudo isso vai se resolver e a maioria dos nossos cidadãos estarão imunizados”, celebra.

Contando os dias para visitar a família

O educador social Thiago Morian, de 28 anos, viveu um ano e meio de muita apreensão. Além de viver o medo de se contaminar e ter um caso grave, já que possui cardiopatia hipertensiva, ele também se preocupava com a mãe idosa, diabética e hipertensa.

Ainda nesta semana, a mulher de 66 anos deve tomar a segunda dose da vacina. Com a imunização dos dois, Thiago poderá ficar mais tranquilo com a gravidade da doença caso eles sejam contaminados.

Apesar de estar trabalhando em casa e manter as aulas do curso de Direito de forma remota, o servidor público está morando com outras duas crianças. Os meninos, que estão em medida protetiva, estão sendo acolhidos por ele para evitar a aglomeração nos abrigos da cidade.

Saiba mais: Famílias acolhedoras: alternativa ajuda a evitar aglomerações em abrigos de Blumenau

O blumenauense conta que chegou na Vila Germânica sem expectativa de qual vacina tomaria. Assim como os demais entrevistados, nem sabia que a Janssen já estava disponível em Blumenau. Mas a alegria foi grande.

“Fiquei tão eufórico e emocionado com a aplicação, que quando saí do local caminhei para o lado errado do que tinha estacionado. Até fiz um vídeo espontâneo para os meus amigos rindo da situação”, acrescenta.

Mesmo sabendo que a imunização não é imediata, Thiago confirma que o medo já diminuiu. A contagem regressiva é para poder abraçar a avó de 90 anos e a irmã, que está passando por tratamento oncológico, quando elas também estiverem completamente imunizadas.

“Me sinto muito feliz, satisfeito e esperançoso vendo uma resolução para todo esse trauma que sofremos durante esse longo período de distanciamento. Muita gente querida partiu e isso me entristece, mas tomando todos os cuidados conseguimos chegar até aqui para tomar a vacina e passar por isso bem”, conclui.


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