Teka paga R$ 3 milhões a 600 funcionários, mas ação é questionada por administração judicial

Fundo de investimentos Alumni assumiu o comando da empresa recentemente

A Teka, tradicional empresa têxtil de Blumenau, quitou recentemente cerca de R$ 3 milhões em salários e férias atrasadas a aproximadamente 600 funcionários, valores pendentes desde 2013. A iniciativa ocorre três semanas após a chegada de uma nova diretoria, vinculada ao fundo de investimentos Alumni, que assumiu a gestão com 24% das ações da companhia.

Apesar da medida, a ação gerou polêmica. O escritório Leiria & Cascaes, responsável pela administração judicial da Teka, notificou a nova gestão e levantou uma série de questionamentos, como a falta de autorização judicial para os pagamentos, a origem dos recursos, a natureza dos créditos e a ausência de detalhamento da lista de colaboradores beneficiados. A administração judicial é comandada pelo advogado Pedro Cascaes Neto, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Blumenau.

Em resposta, a Teka protocolou, nesta segunda-feira, 21, uma manifestação na Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, pedindo ao juiz que advirta o administrador judicial e reconheça a legalidade dos pagamentos, classificados pela defesa como créditos extraconcursais, ou seja, fora do alcance da recuperação judicial. A empresa sustenta que o pagamento se trata de um ato de gestão ordinária, essencial para a continuidade das operações e cumprimento da função social da companhia.

A nova diretoria também criticou a postura do administrador judicial, alegando que as exigências são tecnicamente equivocadas e juridicamente infundadas, além de demonstrar insensibilidade com os trabalhadores, que aguardavam há 12 anos por seus direitos.

Comando da Teka

No dia 3 de junho, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) restabeleceu a administração estatutária da empresa e retirou a gestão judicial provisória que estava no comando até então.

Com isso, os administradores escolhidos pelos acionistas voltam a ter o comando e a gestão da empresa. Apesar da retomada administrativa, a nova gestão fica sob fiscalização do administrador judicial e só pode realizar certas ações estratégicas — como alienação de bens e contratação de novas dívidas — com aprovação da assembleia de credores ou do próprio administrador judicial.

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