“Uma adaptação para o próximo ano seria o ideal”, diz FMD sobre mudança nos Jasc

Segundo lei sancionada pelo governador Raimundo Colombo, atletas de outros estados estão fora dos Jogos Abertos

“Uma adaptação para o próximo ano seria o ideal”, diz FMD sobre mudança nos Jasc

Segundo lei sancionada pelo governador Raimundo Colombo, atletas de outros estados estão fora dos Jogos Abertos

Bianca Bertoli

Apenas atletas que tenham nascido em Santa Catarina ou morem no estado há pelo menos dois anos podem participar dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Isso é o que diz a lei sancionada por Raimundo Colombo no último dia 5, uma semana antes do prazo final das inscrições dos Jasc. A notícia agitou os bastidores do esporte catarinense nesta quarta-feira. Clique aqui e entenda o caso em detalhes.

Desconhecendo a decisão, muitos municípios contrataram e inscreveram atletas de outros estados, como é o caso de Blumenau. Em entrevista para O Município Blumenau, o presidente da Fundação Municipal de Desportos, Egídio Beckhauser, explica que dos 445 atletas que irão a Lages competir em 21 modalidades, uma pequena parcela não está adequada à nova lei (até agora foram identificados cinco). Beckhauser afirma que tem priorizado a participação de atletas locais, independentemente da lei.

Prefeitura de Blumenau/Divulgação

O que o senhor achou da lei que foi sancionada pelo governador?
Acho fantástica. Entendo que é muito positivo na Olesc, que é a competição até 16 anos, e nos Joguinhos Abertos. É fundamental que as equipes comecem a priorizar os atletas dos seus municípios. Para os Jogos Abertos é uma questão que tem que ser avaliada. O regulamento do início do ano era um e não pode ser alterado agora no final. Uma adaptação para o próximo ano seria o ideal, não a partir do momento que a lei foi sancionada. Os jogos abertos estão para acontecer, as equipes fizeram planejamento, então como é que vai ficar? Imagina uma equipe que contratou um determinado atleta, usou recurso público para usar esse atleta com bolsa, por exemplo, e agora ele não vai poder competir porque mudou a lei. Nós estamos em total apoio à Fesporte, que é contrária nesse momento à execução desse projeto.

Dos 445 atletas que vão a Lages, quantos fogem à regra da lei?
Em função da lei ser recente, ainda estamos fazendo esse levantamento, mas é um número pequeno. A maioria é daqui. Confirmados até agora são cinco atletas que não estão enquadrados na lei. Na primeira reunião que fizemos com os organizadores dos Jogos Abertos, claro que alguns técnicos já tinham acordado com atletas de fora e a gente respeitou.

Todos os atletas inscritos vão participar?
Os atletas vão participar dentro da legalidade.

Então esses cinco que não estão enquadrados na nova exigência vão ficar de fora?
Se mantiver essa lei, possivelmente que sim. Eles não vão estar adequados e nós vamos respeitar isso.

Qual a sua opinião sobre essas contratações de fora?
Eu sou extremamente contrário aos atletas que caem de paraquedas, que vêm, competem e não deixam nenhum legado para o município. O foco de todo município deve ser formar atletas.

O que vão fazer agora?
Para nós interfere bem pouco. Nós jogamos em quase totalidade com atletas de Blumenau ou da região que estudam por aqui. No começo do ano priorizamos isso, mas respeitamos as escolhas dos técnicos que se manifestaram que já tinham acordado com atletas de fora. Temos mais de 2 mil atletas na iniciação e mais de 2 mil no avançado. A gente quer envolver mais a comunidade. Blumenau vai em busca do título, independe de qualquer coisa.

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