“A velocidade que emociona é a mesma que mata”

Perguntamos a 10 participantes do Festival Blumenau Motorcycle qual a solução para o massacre no trânsito sobre duas rodas

“A velocidade que emociona é a mesma que mata”

Perguntamos a 10 participantes do Festival Blumenau Motorcycle qual a solução para o massacre no trânsito sobre duas rodas

Julia Schaefer

A conscientização é o que falta para que se reduza a mortalidade de motociclistas no trânsito, tanto por parte de quem dirige moto quanto carro. Essa foi a afirmação mais frequente em entrevistas com dez motociclistas de estados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Outras questões, como o conhecimento da potência da moto, a preocupação em utilizar equipamentos de qualidade e a infraestrutura também foram abordadas. Veja abaixo as principais frases ditas pelos entrevistados:

“Os motociclistas precisam ter consciência do andar da moto. Muitos condutores de motos de baixas cilindradas querem andar como se tivessem 700 ou mil cilindradas, o que não tem comparação. É conscientização, cada um tem que saber onde pode ou não andar”. Cláudio Martins, 54 anos.

“As pessoas precisam ter mais consciência do perigo, porque a velocidade que emociona é a mesma que mata. Então penso que é isso que precisa”.                                        Adriani Muhh Parizotto, 37 anos.

“Também é preciso ter conscientização ao ingerir bebida alcoólica. Um dos fatores que mais mata é o excesso no consumo de bebidas alcoólicas”.                                            Claudinei Carlos Parizotto, 39 anos.

“As pessoas deviam deixar de beber e dirigir. Ainda há esse hábito”.                    Claudomir Amancio, 40 anos.

“Falta conscientização nas duas partes (carros e motos), mas acho que quem não possui uma motocicleta não entende as dificuldades que o motociclista tem em meio ao trânsito. Às vezes você percebe no trânsito o cara que tem um carro e quando você vai passar ele olha no retrovisor, dá espaço para passar”.                                                              Thiago Cardoso, 27 anos.

“O que poderia ter sido imposto já foi, que é a Lei Seca, as obrigatoriedades de equipamentos, porque antigamente você podia usar qualquer tipo de equipamento, capacete coquinho principalmente, e hoje já não pode. Então o que falta é só a conscientização, o pessoal saber que apesar de você ter uma moto com capacidade pra chegar a 300 km p/h, você não precisa andar a 300 km p/h. Não é porque você tem uma moto forte que precise exigir o máximo dela”.                                                      Jonathan Castro, 27 anos.

“Eu resumo em bom senso. Acho que, infelizmente, as pessoas ainda não têm. Tanto ao andar de moto quanto ao dividir o espaço com o motociclista”.                                  Juliano Yamaguchi, 33 anos.

“Falta respeito por parte dos motoristas de carros. tem aquele que nos vê e abre espaço para passarmos, mas ainda existem muitos que não. Mas também há motoqueiros que aceleram muito, e que não sabem se comportar no trânsito”.                                          Áurea Weber, 30 anos.

“Os acidentes acontecem, muitas vezes, por falta de infraestrutura. Existem muitos buracos nas rodovias que atrapalham a locomoção”.                                                      Renan Lima, 26 anos.

“As pessoas precisam entender a necessidade de utilizar equipamentos de qualidade. Muitas vezes os motociclistas querem economizar demais nesse quesito, abrindo mão de maior segurança”.                                                                                                Viviane Baldo, 43 anos.

 

 

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