Vereadores silenciam sobre pedido de cortes de custos apresentado por empresários

Parlamentares planejam se reunir na quinta-feira antes de responder aos empresários

Vereadores silenciam sobre pedido de cortes de custos apresentado por empresários

Parlamentares planejam se reunir na quinta-feira antes de responder aos empresários

Julia Schaefer

Um dia após receber de empresários da cidade um documento solicitando a redução de gastos na Câmara, especialmente com pessoal, a Câmara de Vereadores de Blumenau optou pelo silêncio sobre o tema. Nenhum parlamentar mencionou a iniciativa em seu discurso na sessão desta terça-feira, 12.

Quando questionados pela reportagem sobre o assunto, os vereadores disseram que uma reunião foi marcada para quinta-feira, 15, e que houve um acordo interno para que ninguém se manifestasse até lá. Receberam o documento, na segunda-feira, o presidente do Legislativo, Marcos da Rosa (DEM), e o vice, Almir Vieira.

Na terça, Rosa disse que avaliaria as sugestões das entidades empresariais, mas disse que os administradores da Câmara têm melhores condições de fazer uma análise da estrutura do que entidades externas. Segundo Rosa, a Câmara não tem gente demais trabalhando nela.

Vereadores indicam contrariedade

Mesmo evitando descumprir o acordo com os colegas, o vereador Zeca Bombeiro (SD) se mostrou contrário à extinção de 82 cargos. Ele argumentou que, em comparação a outros municípios, a Câmara blumenauense já tem orçamento enxuto. Para ele, reduzir os gastos significa perder representatividade política.

O vereador Bruno Cunha (PSB), por sua vez, diz que é sempre importante fiscalizar o desenvolvimento dos trabalhos legislativos. No entanto, ressalta que sua equipe é essencial, e que ele tenta reduzir de todas as formas possíveis outros tipos de gastos. Cunha também acrescenta que é preciso observar quais são os incentivos fiscais que o setor empresarial ganha, para que haja bom senso e Justiça em relação aos cortes.

Ricardo Alba (Patriota) afirmou que teve conhecimento da reunião com o G6 por meio da imprensa. No entanto, Alba salienta que possui o gabinete mais econômico de toda a Câmara, e que, sempre que possível, abriu mão de recursos como celular funcional, gastos de viagens e carro.

Clima entre funcionários é de tensão

Nos corredores, funcionários do Legislativo demonstravam preocupação. Para alguns deles ouvidos pela reportagem, a forma como o debate está colocado desvaloriza os servidores que fazem um bom trabalho.

Fora da Câmara, de acordo com as pessoas que aceitaram falar sob o assunto na condição de anonimato, haveria uma visão equivocada da rotina de trabalho dentro do Legislativo. Por isso, consideram que há generalização na discussão.

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