Vítima de feminicídio em Blumenau já havia chamado a polícia duas vezes por violência doméstica

Em uma das ocasiões ela precisou acionar a PM para poder sair de casa

Vítima de feminicídio em Blumenau já havia chamado a polícia duas vezes por violência doméstica

Em uma das ocasiões ela precisou acionar a PM para poder sair de casa

Redação

O processo que envolve o feminicídio de Daiana dos Santos da Silva deverá ter uma atualização, contando com as ocorrências atendidas pela Polícia Militar envolvendo a vítima.

De acordo com relatórios das forças de segurança, Daiana acionou por duas vezes o 190, devido a discussões com o acusado. Uma delas, aliás, foi por não conseguir sair de casa.

O assistente de acusação da vítima, Alexandro Roberto Maba, relatou que ainda não foi intimado e atualizado desta nova situação, mas que, caso se confirme, os documentos podem corroborar a tese de que a vítima vinha sofrendo com a violência no relacionamento.

Neylor Eduardo de Siqueira Dias, o acusado de matar Daiana, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado com os agravantes de feminicídio, motivo fútil, meio cruel e dificultação de defesa. Ele teria feito uma emboscada para atacar a ex-namorada.

O crime

O homicídio foi registrado no dia 27 de novembro de 2020, quando a vítima estava chegando no salão de beleza no qual trabalhava. O autor do crime estava a esperando e a esfaqueou no estacionamento.

De acordo com o exame cadavérico, Neylor desferiu 18 facadas contra a vítima. Cinco delas foram nos braços, o que pode comprovar que ela tentou se defender. As outras 13, segundo o laudo, foram responsáveis pela morte de Daiana.

Após cometer o crime, o acusado fugiu do local de moto, mas foi encontrado na sua casa e preso em flagrante. Na sequência, a Polícia Civil conseguiu converter a prisão em preventiva e desde então, Neylor está detido, e deve permanecer até o julgamento

Para Alexandro Maba, são pequenas as chances de Eduardo ser absolvido pelo feminicídio. Maba atuou no caso de Bianca Wachholz, blumenauense também morta pelo ex-namorado. Mais de um ano após o crime e depois de 13 horas de julgamento, Everton Balbinott foi condenado a mais de 26 anos de prisão.


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