Vítima de quase 100 facadas em Blumenau tinha passagens na polícia do RS; entenda o caso

Até o momento, apenas um dos autores foi preso, mas outro já foi identificado

O crime que chocou Blumenau na quinta-feira, 21, continua a apresentar desdobramentos ainda mais graves. Na tarde desta sexta-feira, o Instituto Médico Legal analisou mais uma vez os ferimentos de Carlos Adriano Duarte de Moura, de 27 anos, e contaram ao menos 97 facadas.

Até a manhã deste sábado, apenas um dos envolvidos no crime foi preso. O jovem de 20 anos assumiu ter participado da ação, mas nega ter esfaqueado a vítima. Entretanto, ele informou à Polícia Civil a identidade de quem ele afirma ser o autor do homicídio, de 18 anos.

Este segundo nome já havia sido levantado pelas investigações, já que o carro da vítima foi localizado com documentos. O homem detido ainda afirma que, além do envolvido que já foi identificado, outros dois estavam no local e participaram do crime.

Com exceção do preso, todos os outros moravam na região litorânea de Santa Catarina. Carlos era natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Apesar de ele não possuir antecedentes criminais em SC, o sistema gaúcho apontou que ele já possuía envolvimento em crimes como posse de drogas e violência doméstica.

Confusão entre facção rivais levou à morte de Carlos

Segundo o relato do autor que já foi preso, o grupo se reuniu em Blumenau para assaltar uma casa localizada no bairro Velha. Eles vieram do litoral no carro de Carlos, um Ford Focus, que seria usado para o crime.

Entretanto, no caminho, Carlos teria feito comentários que desagradaram os colegas. Apesar de eles serem membros de uma mesma facção, a vítima teria “dado ideias de oposição”, ou seja, deu indícios de concordar com outra facção criminosa.

De acordo com o detido, foi a partir daí que o autor teria decidido assassinar Carlos. Eles foram até o Morro do Gato, na rua Willi Henkels, bairro Velha Grande, simulando que cometeriam o assalto.

A justificativa de estacionar o carro no matagal foi de que eles iriam a pé até a casa. Porém, no caminho, eles atacaram Carlos. O preso nega ter esfaqueado a vítima e afirma que os outros três cometeram o assassinato.

Uma faca foi apreendida, mas a perícia ainda vai investigar se outra arma foi usada no crime. Por conta do número de ferimentos, o IML acredita que ao menos três pessoas tenham agrendido a vítima.

Em seguida, o preso assumiu o volante e deixou os outros três na entrada da rua Coripós, onde eles pegaram outra carona. Ele então estacionou o carro da vítima próximo à sua casa, onde a polícia também identificou respingos de sangue.

Polícia Civil/Divulgação

O plano, segundo ele, era vender o carro. Porém, o veículo foi localizado ainda na tarde de quinta-feira com manchas de sangue e registro no nome da vítima. O homem detido possui passagens por tráfico de drogas e roubo.

“Assim que soubemos do encontro do cadáver, o carro foi localizado na Coripós. Logo fizemos a ligação e chamamos a perícia. Junto dele encontramos documentos do homem que foi preso e do que foi identificado por ele”, conta o delegado Egidio Ferrari.

O relato dos vizinhos foi de que ele chegou de madrugada e logo cedo saiu, abandonado a casa. Porém, ainda na noite de quinta-feira, com informações da Polícia Militar, foi possível localizá-lo. Ele estava na rua Água Branca, na casa de parentes da namorada.

Ao chegar no endereço, a polícia descobriu que ele havia chamado um carro de aplicativo para fugir para Florianópolis. Entretanto, conseguiram abordar o veículo no caminho e prendê-lo em flagrante.

Confira o mapa de homicídios ocorridos em Blumenau em 2020

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