A ex-moradora de Blumenau que está construindo carreira de atriz nos Estados Unidos e já acumula prêmios

Débora Vilela morou e iniciou sua carreira em Blumenau

A ex-moradora de Blumenau que está construindo carreira de atriz nos Estados Unidos e já acumula prêmios

Débora Vilela morou e iniciou sua carreira em Blumenau

Yasmim Eble

“Eu nasci para contar histórias”, conta Débora Vilela, de 30 anos, a ex-moradora de Blumenau que está construindo sua carreira de atriz e produtora nos Estados Unidos. Com seu último curta-metragem, chamado The Baby Seeker, Débora conquistou prêmios e diversas indicações, inclusive ao Festival de Cannes, um dos mais importantes do mundo.

Atualmente morando em Los Angeles, nos Estados Unidos, Débora está promovendo seu último curta de terror, protagonizado e roteirizado por ela. A trama conta a história de terror sobrenatural de uma babá e um ser maligno faminto por bebês. Com o filme, Debora, junto com a equipe de produção da Nest Rooster Videos, já ganharam prêmios. 

Debora e equipe no Festival de Cinema de Culver City. | Crédito: Arquivo Pessoal

Entre eles o de Melhor Curta de Terror, Melhor Sonoplastia, Melhor Direção de Arte, Melhor Atuação e Melhor Música, além de terem sido indicados em diversos festivais de cinema internacionalmente. Além disso, Debora está com mais um filme e um livro em produção. 

O longa-metragem Catharsis será lançado em breve, enquanto o livro chamado “O diário de uma loucura” tem previsão de lançamento em agosto.

Início da carreira como atriz

Debora nasceu em Lages, na Serra Catarinense, mas se mudou para Blumenau com apenas um ano e se considera blumenauense. “Acho que sempre quis ser atriz e escritora, desde nova eu tinha o sonho de ir para Hollywood. Eu brincava com a minha mãe falando em uma língua que ninguém entendia, fingindo que era inglês”, lembra. 

Durante seu início, ela fez alguns cursos de cinema, teatro e televisão. Aos 12 anos, Debora escreveu sua primeira peça e conseguiu apresentá-la na aula de artes após a diretora da Escola Anita Garibaldi permitir. Ela também participou de algumas peças teatrais desde cedo.

Crédito: @rorylewisofficial

“Eu sempre brinco que nasci com uma alma artística. Não sei como começou esse sonho, mas ele sempre esteve presente”, relata. Se pudesse nomear suas inspirações, seriam as atrizes Fernanda Montenegro, a única atriz latina-americana e brasileira a ser indicada a Melhor Atriz ao Oscar, e Carmen Miranda, uma referência do cinema brasileiro nos Estados Unidos. 

Já mais velha, iniciou sua trajetória acadêmica no curso de Teatro da Universidade Regional de Blumenau (Furb), porém parou no segundo semestre quando decidiu se mudar para os Estados Unidos e iniciar carreira internacional. Para se preparar, a mãe de Debora fez um empréstimo e ela focou no estudo de inglês. 

Nesse tempo, Debora resolveu conhecer pessoas que estavam na área para chegar no país com alguns amigos. Foi assim que a ex-moradora de Blumenau conheceu seu marido. “Eu conheci meu marido nessa busca. Depois de um ano conversando, começamos a fazer videochamada e ele veio me visitar em Blumenau e ficou quatro meses”, conta. 

Debora também foi para os Estados Unidos e pretendia ficar por seis meses, porém no último mês decidiu ficar permanentemente lá. Após alguns anos, a mãe de Debora morreu e por algum tempo ela parou com as suas produções. “Foi um momento bem difícil, resolvi respeitar meu luto”, acrescenta.

Depois de dois anos, quando Debora e seu marido se mudaram para Los Angeles, ela resolveu escrever um curta-metragem em homenagem a sua mãe. “Isso ajudou a me reestruturar novamente depois da perda. A arte sempre me salvou, principalmente nos momentos mais difíceis da minha vida”, completa. 

Por Yasmim Eble e Iáscara Zultanski

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