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Caso Jaguar: tia de Amanda Grabner fará ato solitário na BR-470 neste sábado

Acidente que matou duas jovens e deixou outras três feridas faz quatro anos na quinta-feira, 23

Na próxima quinta-feira, 23, o acidente na BR-470 que matou Amanda Grabner e Suelen Hedler da Silveira completará dois anos. Conhecido como “Caso Jaguar”, o processo que criminaliza Evanio Wylyan Prestini – motorista acusado de ser responsável pela colisão – ainda não aconteceu.

Entre a espera pela justiça e a angústia de quatro anos sem a sobrinha, que hoje teria 22 anos, a tia de Amanda Grabner, Elizabete Grabner, utiliza parte do seu tempo em pautas focadas na conscientização de trânsito.

Neste sábado, 18, em meio ao feriadão de Carnaval, por exemplo, ela irá realizar uma ação solitária, mas simbólica. Vestindo uma camisa com o rosto da sobrinha, ela continuará a cobrança por justiça, e com cartazes tentará orientar os motoristas.

“Quero poder conscientizar o máximo de pessoas para que viagem com responsabilidade. Pois somente quem sente a dor da perda sabe o sentimento dentro de nós. Mostrar que todos são responsáveis pela vida do próximo sim. E com esse gesto tentar que outras famílias não sintam a dor da perda pelas mãos de irresponsáveis”, contou Elizabete.

acidente ocorreu em fevereiro de 2019, quando Evanio Wylyan Prestini, comprovadamente alcoolizado, estava conduzindo um Jaguar e bateu de frente contra o Pálio onde estavam cinco jovens. Suelen Hedler da Silveira e Amanda Grabner morreram no local.

Thainara Schwartz e Thayná Cirico tiveram ferimentos leves e foram liberadas do hospital um dia após a colisão, enquanto Maria Eduarda Kraemer precisou ficar internada e passar por cirurgias.

Além dos ferimentos físicos, o abalo psicológico reflete na vida das vítimas até hoje. Por isso, além do processo criminal que segue em curso, todas as três jovens que sobreviveram possuem processos em andamento pedindo indenizações por parte de Evânio.

Em todos os processos, apesar de realizar os pagamentos de tratamentos que já foram garantidos pela Justiça, a defesa do réu recorre de decisões e atrasa o término dos processos. Mesmo assim, Elizabete afirma que não irá desistir de ver uma conclusão do caso.

“A impunidade machuca muito. Mas não perco a esperança, pois é isso que me faz prosseguir com esta luta diária”.

Atualização: 17/02/2023; 14h23: Diferente do que foi publicada anteriormente, Elizabete Grabner é tia de Amanda Grabner, não mãe. A reportagem já está atualizada.


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